30 junho 2009


... COM PARCIMÔNIA
Para Morena Cattoni

Olha eu sei que isso pode parecer confuso, ou até ser frustrante pra você. E por favor, não debocha dessa minha mania de transformar tudo em uma grande questão, maximizar as coisas desse meu jeito “Drama Queen”. Mas é que as coisas são importantes pra mim.
E eu preciso falar pra tentar fazer mais claro o que quero dizer, tanto pra mim, quanto pra você. Para que não incorramos na premissa de que “comunicação não é o que você diz, mas o que o outro entende!”
É! Eu sei que na hora de conversas sérias eu tenho uma tendência à diplomacia e a usar palavras “pouco usuais”, digamos assim. Mas isso agora não tem a menor importância, não é?
O que queria que você entendesse é que desde que você me fez aquela proposta, eu tenho me digladiado comigo. Por que por um lado eu quero te dizer que sim, que isso é tudo que mais quero, e por outro que não, por que no fundo isso é uma grande bobeira, que está fadado ao fracasso e que está bom como está, pra que mudar?
Mas calma. Tá vendo? É por isso que preciso de tempo pra desenvolver, pra que você não entenda mal esta minha dúvida e ache que é algum medo irracional e primitivo. É muito baseado numa análise empírica.
Como eu disse a minha primeira vontade é dizer sim! Que quero realizar esse desejo quase infantil de vida a dois, esse sonho que parece que nos foi incutido de uma existência una. Que nem sei bem de onde vem. É decorrer da paixão? Ou reflexo de uma quase imposição social? Por que acreditamos que é isso que leva o decorrer de uma relação?
Então me pego pensando que isto é um modelo de relacionamento fadado ao fracasso, que precisamos de nossa individualidade, que por mais que se queira, não estamos preparados pra nos desnudar tão completamente um para o outro, que esse convívio intenso desgasta uma relação e perde o sentido nos dias de hoje, e quando falo nós não me refiro a você e eu, mas nós todos, seres humanos, sociedade atual.
E justamente nessa hora que tenho medo de parecer uma tentativa de fuga, ou que uso argumentos para disfarçar desinteresse, ou ainda que nem me dou conta de que se tenho este tipo de indagação é por que “não estou tão afim assim” – ou de ao menos que você ache isso.
NÃO! Não é isso. Percebe? Essa é minha natureza de tudo transformar em questões e dialética. O sentimento quer uma coisa e a razão... A razão analisa. Prós. Contras.
Mas acredita quando digo que se dependesse de mim, estaria com uma algema a prender-me junto a sua cama.
Me faço entender?

14 maio 2009



Rubro

Para Carol Lemos e Uma Thurman


Chegava sempre com seu jeito maroto, sorriso moleque, de bermuda e chinelo de couro. A voz profunda de homem feito, o olhar essas épocas a misturar, em um amálgama de infante e senhor.
E os cabelos de fogo a me incendiar! Aquela atípica coloração despertando desejos e curiosidades do mais brando ao mais tórrido. Vontade de passar as mãos por seus cabelos, para fazer meu jovem senhor relaxar, beijar-lhe a boca em seguida e acariciar também sua pele cheia de sardas. Tentava esconder esses anseios, mas não muito, pra ver onde ia dar.
Estava sempre tenso, preocupado, tinha muitas questões, o que despertava em mim um lado professoral, de instruir, acalmar relatando vivências, minhas ou de outrem, e essa necessidade de apaziguar, acariciar, aconchegar.
E junto deste querer cuidar, vinha aquele fogo a atiçar outras vontades. Numa hora dar colo, na outra arranhar-lhe, beijar-lhe vagarosamente, depois abrupta e apaixonadamente, ondas de sentimentos e quereres!
Uma curiosidade de desvendar aquelas sardas... Até onde iam?... Aqueles pequenos cabelos... Meio vermelhos... Meio loiros... Até onde se estendiam?... E os boatos seriam verdade??!!!
Já podia antever a hora de amar, seria gentil, carinhoso, mas ainda assim furioso, vulcânico. E nos perderíamos nesta festa por horas a fio, esquecendo do mundo lá fora, sem lembrar do que mais existia, além dos nossos corpos ali a se desfrutar.
Diferenças de idade, experiências, não importariam... Tudo o que precisávamos era deste desejo, deste gostar, cuidar... O resto de alguma forma havia de se resolver.

Será?

03 abril 2009


DO YOU SLEEP ANYMORE?
Para Lisa Loeb

“You Can`t Give Yourself Absolutely to Someone Else”; Ela escrevia, ainda com lágrimas nos olhos, a última frase de sua nova composição, violão em punho, esperando que aquela fosse a última vez que ele saia pela porta. Figurativamente falando, pois ela sabia que ele teria de voltar devido à relação com seus filhos e dos filhos dele com os seus. Mas previa o que viria nos anos a seguir?
Estava cansada de tantas idas e vindas, de ser coadjuvante em uma peça na qual havia sido protagonista, de ouvir que ele não podia, ou não queria ou não conseguia – qualquer coisa assim – “ser de uma mulher só”. Fatigada pôs um ponto final, desta vez esperando que fosse definitivo.
Ao escrever esta última frase da canção, relembrando quantas mulheres houveram antes dela – e se soubesse quantas viriam depois ainda, teria mais certeza – percebeu que ele não conseguia ser íntimo de ninguém, não essa coisa de nu, fluídos e suor, não! Mas de ser verdadeiramente íntimo de alguém, deixar-se conhecer profundamente, que alguém quase que adivinhasse seus pensamentos, antes mesmo que este se formasse em sua cabeça, saber o que se quer antes mesmo de você, entender as entrelinhas, quando avançar e quando recuar, coisas assim.
Fora a última vez que ele saiu por aquela porta. Ela continuou fazendo suas músicas, contando suas histórias, namoros, casamento. Ele, perto dos 60, casado, arranjou uma namorada, ia separar-se pra casar com ela, acreditava ter encontrado o amor de sua vida.
Tragicamente o destino o pregou uma peça, tirando-a de todos, antes que ele pudesse fazer qualquer coisa. Teria sido ela o seu amor? Ele teria parado de procurar outras? Ele deixaria que ela adivinhasse seus pensamentos?

...

Ficamos em silêncio por um tempo, ela me olhando e sabíamos que ambos pensávamos a mesma coisa. Que ele parece tanto com você, por alguma razão! Comentamos então que tememos que você seja igual a ele, incapaz de ter verdadeira intimidade com outrem, por que muitas das coisas que ele disse, você disse. E dizemos ainda, que não queremos que também acabes com estas perguntas, sem respostas, ou sempre numa busca sem fim. E que talvez seja uma busca infundada...
E podemos estar enganados, completamente. E chegamos mesmo a dizer que Se estivermos certos, Se... Ainda que uma pequena parcela disso seja verdade... Que gostaríamos de pedir que, por favor, procures ajuda, por favor!

Mas não dizemos nada!

27 março 2009


QUESTÕES


Sabe que ás vezes choro por você?
Sabe que ainda sonho com você?
Seja acordado ou dormindo?
Sabe que ainda te desejo?
Você deixa? Quer?


Penso em você
Só querendo saber
Se estás pensando em mim
Tento esquecer
Que não dá pra saber
O que será no fim

É difícil imaginar?
Que ainda possa te almejar?
Desejar?
Sentes o mesmo que eu?
Achas loucura?

Penso em você
Só querendo saber
Se estás pensando em mim
Tento esquecer
Que não dá pra saber
O que será no fim

Só o tempo dirá?
Quanto tempo? Que tempo?
Quando? Como?
Certeza?

Penso em você
Só querendo saber
Se estás pensando em mim
Tento esquecer
Que não dá pra saber
O que será no fim

RJ, 25 para 26/12/2003, às 00:25

12 janeiro 2009


CIDADE MARAVILHOSA!
Para o Pequeno Príncipe

Rio de Janeiro, 13 (Treze) De Janeiro de 2009 (
Dois Mil e Nove), por volta de 3:20 (Três e Vinte da Manhã). Terça- Feira. Apesar de que para mim ainda é segunda, já que não dormi (espero ter forças amanhã no trabalho). Volto de uma festa para casa, para mim cedo, pois sei que tenho de trabalhar amanhã e também sei que costumo ficar até 5 ou 6 numa festa. Na esquina da Souza Lima, rua de Copacabana (O Bairro Carioca mais Famoso no Exterior), vejo um rapaz sentado na esquina, todo lanhado com o olho roxo sendo abordado por um outro camisa sem manga, preta, que me parece ser do Vasco, time de futebol carioca, mais dois rapazes de bicicleta. Apesar do tom meio agressivo, da menina de rua vindo atrás de mim, das “gringas” ao meu lado e do casal de lésbicas um pouco à frente, que depois eu saberia que uma delas era “gringa” também, sigo em frente, atravesso a rua, porém sem deixar de notar o tom de briga da esquina anterior, sem deixar de notar os pensamentos em minha mente, de que vivo num país de merda, apesar do álcool que ingeri, que este é um País perdido, que parece inacreditável que apenas na esquina anterior, na Rua Francisco Sá, há uma delegacia de Polícia, porém ninguém na porta, ninguém lá dentro disposto à fazer algo enquanto assisto aos rapazes, o de camisa sem manga que parece ser do Vasco, e os dois que estavam de bicicleta começarem a bater no rapaz lanhado que estava sentado na esquina obviamente alcoolizado (digo muito mais do que eu ou qualquer outra pessoa que por ali passasse, já que consegui vir andando para casa, e agora escrevo, e ele estava sentado num esquina de COPACABANA, quem mora no Rio sabe o que quero dizer!), enquanto as tais “Gringas” passam por mim, e divago sobre o que fazer.
Atravesso a rua e começo a voltar em direção à Delegacia, agradeço ao álcool que ingeri, pois creio que sem ele eu demoraria mais a tomar qualquer atitude considerando prós e contras; penso em meu Pai; sigo firme em direção à delegacia, penso que não vai adiantar nada, vejo do outro lado da rua pessoas aproximando-se, alguns do lado que sigo também, enquanto os meus companheiros de calçada parecem só querer ver o que acontece, parece-me que os rapazes do outro lado pretendem tomar uma atitude, ouço a menina de rua, que a pouco passara por mim e pelas “gringas”, clamar pela polícia, penso “ela é doida, mas não é má!”.
Sigo pensando no que irei dizer ao entrar na delegacia e temo parecer um bêbado panfletário apenas por causa do Álcool, quando chego piso firme numa chapa de metal da porta da delegacia e esta faz barulho, gosto! Vai parecer um pouco que estou bêbado, mas vai mostrar minha indiguinação (eu disse que antes disso passei pela porta de mesma mirando lá dentro, vi um único funcionário e uma menina sentada na recepção com uma mala?), entro empurrando forte a porta e digo “Boa Noite! Tem três Caras na próxima esquina batendo num cara!”, o funcionário murmura qualquer coisa levantando seu Nextel para mim, ou assim me parece, e entendo que ele já está chamando uma viatura (NÃO HÁ NINGUÉM ALI?? MESMO COM VÁRIOS CARROS PARADOS À PORTA??). Penso ou digo “OK!”, e a menina da recepção me diz estar preocupada também, me pergunta se houve tiro, digo que ouvi algo parecido, ela diz que também. Ao sair da delegacia, um cara num carro preto tenta me falar do acontecido, digo que acabei de delatar, tenho certeza de que o vi na esquina anterior (Souza Lima), ele deu a volta de carro para denunciar? Pensou no seu Pai no caminho? Ainda há pessoas decentes nesta cidade?
Enquanto continuo meu caminho de volta para casa, percebo que as pessoas que vinham em direção ao acontecido e pareciam que iriam tomar uma atitude, pararam para olhar somente. Que agora há muitos rapazes em volta dos 3 espancadores e do rapaz lanhado, todos parecem “amigos” dos 3, me faço claro? Ao menos entre alguns tapas e chutes o cara da camiseta preta de manga curta, que me parece ser do Vasco, tem de gritar para explicar o motivo de tal atitude. Ao cruzar a esquina da Souza Lima, vejo que o rapaz do carro preto está filmando a cena, falo com ele de novo, e ele me diz que é para registrar o tempo que a polícia demora, na farmácia atrás de nós, pessoas comentam o caso, vemos um carro de polícia chegando 3:25 da madrugada, eu olho no relógio e me pergunto se a polícia demorou cinco minutos para chegar? Ou dez? Ou mais? Desde que saí da delegacia, foi rápido até, mas e desde que tudo começou? Ouço alguém na farmácia dizer, “IH! Agora vão todos sumir! Quer ver?”. E ele está certo, todos os “amigos” que em volta estavam vão debandando, ficando apenas os três do começo, o rapaz da farmácia chega a comentar que se o cara que tudo começou, o de camiseta sem manga, continua por ali calmo, e os dois da bicicleta também, é que alguma merda o lanhado fez!
Lamento ouvir tal declaração e vejo o rapaz do carro preto guardar sua câmera e dizer que gravar mais vai comprometê-lo, nos despedimos e sigo para casa, penso que fiz o que podia e que mais poderia me pôr em perigo e continuo vendo os policiais ouvindo os 4 envolvidos, sabendo que o rapaz-lanhado está em desvantagem devido a sua alteração e que é com isso que os outros 3 contam, mas conto com a pertinência dos policiais!
Sigo para casa!
É! Gil! O Rio de Janeiro continua lindo!


Ps1: Para os curiosos: pelo pouco que ouvi parece que o lanhado queria comprar drogas sem ter dinheiro e apesar de já estar devendo.

THANK GOD I DON`T DO DRUGS!!

26 dezembro 2008




Confissões de Um Jovem Ator


Tenho tentado ficar bem. Tenho tentado não dar aos problemas tamanhos maiores do que eles têm. Ou talvez esteja tentando não lhes reconhecer o verdadeiro tamanho. Não sei. Talvez seja melhor acreditar no primeiro, no momento. No que concerne somente a mim.
Gostaria que soubessem que não sou um louco, irresponsável, insensível ou leviano. Que não consegue entender a dimensão do caos que estamos vivendo, todos. Entendo. Mas reconheço em mim, mais do que nunca, a quase impossibilidade de seguir outro rumo, que não aquele que tomei tempos atrás. Apresenta-se para mim a verdade inquestionável, irrefutável de que não posso mais ser nada além daquilo que já sou. Por mais que reconheça em mim qualidades que me permitissem tomar outros rumos, aquilo que sou encontra-se tão fortemente enraizado que as outras possibilidades desvanecem.
Estou tentando. Da melhor forma que posso. Com todo amor e respeito. Estou tentando. Mas ás vezes tudo parece muito difícil. Aquilo que sou e o que não sou. Os dois tento. Os dois difíceis.
Só gostaria que soubessem isso. Estou tentando.

13 dezembro 2008





Muito Gratos Por Sua Presença




Tem horas em que, mesmo agora depois de tudo acabado, tenho vontade de pedir à alguém que me belisque, para que me acorde, por que tenho a sensação de que tudo só pode ter sido um sonho.
Sem saber bem como e nem por que, de repente me vi numa enorme sala de ensaio, cercado de pessoas que jamais imaginei que fosse conhecer e pensava comigo mesmo que há alguns anos ou meses atrás se eu visse uma foto daquele momento, talvez em preto e branco, eu pensaria: “Deus, eu daria tudo para estar ali.” E lá estava.
Não só estava realizando um sonho, talvez o maior, e à esta altura vocês tem a exata medida do que digo, como ainda por cima, talvez por ter mais sorte do que juízo como diz minha mãe, estava cercado de pessoas INCRÍVEIS. Nem mais, nem menos, INCRÍVEIS!!(Na verdadeira acepção da palavra, daqueles não se pode crer.)
Eram todos tão incrivelmente talentosos, amorosos, generosos, amigos, que tornava tudo ainda mais difícil de parecer crível, real. Cada um com seu temperamento, qualidades, defeitos, mas ainda sim todos incríveis... E eu me perguntava “O que fiz para merecer isso?”. Com o passar do tempo fui me apaixonando cada vez mais por cada um de vocês, a cada dia um me surpreendia com um gesto, comentário, sorriso ou qualquer outra coisa, simples, pequena, boba e eu me fascinava. Houveram bons e maus momentos, sei que nem sempre foram flores, mesmo entre nós. Mas nada isso importa, paixões também são feitas de tempestades, não é mesmo?
Agora parto, com um nó na garganta, um aperto no peito. Agora parto, querendo levá-los todos comigo. Agora parto, para realizar mais um sonho... Embasbacado... E me pergunto:
“Meu Deus, O que eu fiz para merecer isso?”

(Repetições e interrogações, este sou eu, não é?)

03 dezembro 2008



UM LONGO MOMENTO
para Maria Helena Sandri


Uma vez minha tia me disse que a vida tinha que fazer movimentos que imitassem uma escada, sempre para frente e para o alto e paulatinamente, disse Que Nunca Se Devia deixar a vida fazer movimentos de rotação (“dar voltas!”), por que Se Não Acabaríamos Onde Começamos. É isso que não quero, quero seguir em frente, como a escada. Essa nossa história já rodou tanto que parece estagnada no mesmo lugar.
Queria que você pudesse me acompanhar nessa mudança, mas se você não pode...
Acho que é assim que vou acabar deixando de gostar de você. Eu, que achei que seria Uma-Breve-Passagem e acabei me tornando Um-Longo-Momento. Eu tenho que por um ponto final. Eu, que queria deixar de ser Um-Longo-Momento, como deixei de ser Uma-Breve-Passagem, para me tornar Um-Próspero-Futuro.
Não cheguei a colocar um ponto final. Basta que você me acompanhe nesse processo de transformação de se tornar uma escada. Mas você parece fazer pouco caso ou não querer me acompanhar. Então me parece sensato parar por onde estamos.
E seguir... sozinho.
Ou não...

29 outubro 2008


Choram os espelhos


E essas crianças que choram de olho no espelho
Choram em desespero e lamento árduo
Choram de dor, saudade e convicção
Deparam-se com essa triste ilusão
Que as agride de forma sublime
Que agride seus corações
Presas às couraças corporais
Prisioneiros da boa educação imposta
E de conceitos infiltrados
São os prisioneiros e os carcereiros
Essas crianças não mais de olho no espelho
Absortas em seus pensamentos
Esquecendo-se da lei da alegria e
Do sorriso do palhaço
Sofrem os carcereiros de si
Choram sem esperança
Esquecendo, bem lá no fundo,
Sua criança

05 setembro 2008


Janelas Vazias

Ele sentia um vazio, uma sensação profunda de ser corroído por um vácuo. Lembrava de tudo o que passara e a sensação aumentava. Não sabia ao certo porque se sentia assim, talvez fosse só um vazio passageiro sem causa aparente, talvez fosse medo, talvez fosse saudade. Fosse o que fosse. O que era ele não sabia. Ficava olhando as luzes da cidade pela janela e pensava que seu vazio refletia o vazio da cidade. Comparava. Olhava aquele mar negro de pontos luminosos e acreditava consciente do egoísmo, que o que sentia era pior do que o que os demais desse mar sentiam. E construía pensamentos que defendiam essa crença obscura, acreditando que seu vazio refletia o vazio da cidade em conjunto, mas não individualmente. Tentava imaginar o que as pessoas faziam naquela hora, numa cidade como aquela. Lembrou de todas as casas noturnas, bares e similares, pensou também nas possíveis festas em casas, apartamentos e etc. Percebeu que o que levava a maioria dessas pessoas a esses locais era a solidão, por mais que aparentassem se divertir, e alguns realmente se divertiam, mas a maioria quer fugir da solidão.
Foi só então que percebeu...

19 março 2008


“Espelho, Espelho meu...

Para Deborah Bapt

... Existe alguém mais belo do que eu?”, e o espelho respondeu: “Isso importa?“. “Não importa?”, mais intrigado perguntei, responde novamente o espelho: “Procure dentro de si para achar as questões que realmente importam e lá ainda encontrará as respostas.”.

Tantas perguntas e tantas respostas encontrei e o mais incrível era perceber que por vezes as questões se repetiam e encontravam novas respostas. E óbvio que para novas perguntavas viriam velhas respostas.

Foi então que dentre estas idas e vindas dialógicas que percebi que precisava encontrar um novo jeito de “amar”, assim entre aspas porque não sei ao certo se era isso, talvez fosse relacionar-me, mas enfim algo do gênero. Percebi que precisava deixar mais livre, para ter retorno, esperar menos, criar menos expectativas, para que aquilo que viesse fosse uma grata surpresa. Por que o esperado dificilmente viria, mas o que viesse poderia ser ainda mais prazeroso e gratificante. Ter menos ciúmes, pois este não me traria nada a não ser dor para mim mesmo. Difícil? Muito, mas ainda sim necessário.

Porque percebi também que o cotidiano me desgasta, anseio pelo novo, pela mudança, e se obtivesse aquilo que eu insistia em me fazer crer que queria tanto, talvez enjoasse e dispensasse. Então não seria justo com outrem que acabaria vítima de meus caprichos. Deixar-se seduzir por mim, realizar minhas vontades, para em seguida ver-se só, triste e vítima dessa minha loucura da busca pelo novo.

Talvez então buscar essa nova forma de relacionar-me e de vencer aquilo que me parece imposto pelo corpo social, as “regras”, tão já enraizadas em mim, seja a solução. O duro é identificar-me com certas regras, é parecer que elas são os meus desejos, daí fica difícil superá-las. Como se supera uma vontade em prol de um ideal? Como segurar um impulso, respirar, e lembrar-se de que numa reflexão sobre si concluiu-se que era melhor outro caminho, levando em conta características que não têm a ver com aquela simples vontade momentânea? Como reagir quando simples vontades não são atendidas, como encontrar serenidade quando sentimentos intensos afloram, para mesurá-los e encontrar uma ação/resposta pertinente?

Tantas perguntas que encontram respostas, mas que voltam a ser perguntadas e re-respondidas, por respostas que levam às mesmas perguntas, porque provém de circunstâncias vividas. Tantas perguntas. Tantas.

“Qual o segredo do labirinto?”, perguntou Alice. E o Rei respondeu: “Você começa pelo começo, passa pelo meio e quando chegar ao final... Você PARÁ!”

14 março 2008


Que falta você me faz!!

Para Elizabeth Zuwik

Que falta você me faz!

Sinto falta do seu beijo

Falta do seu corpo

Falta de passar a pele

Macia da minha mão

Na pele áspera da sua perna

Falta de apertar suas nádegas

Falta de sentir o seu suor

Falta de tocar seu peito

Tocar seus braços

Falta do seu toque

Do seu carinho

Será que sentes falta de mim?

Que falta você me faz!!

Minha Amada,

Como podes duvidar da falta que me faz?

Como podes me deixar partir?

Sinto falta de ti como tu sentes de mim

Sinto falta de seus olhos,

Da pureza de teu olhar.

Falta da tua boca,

Da maciez de teus lábios

De tua pele alva e delicada

De teu amor, tuas carícias, tua ternura

Ah, sim!

Que falta tu também me faz!!



02 fevereiro 2008



Preciso de um Controle Remoto!!!

para Eduardo Mihich

Pause. É assim que se encontra minha vida agora, pausada. Ou pelo menos é assim que me parece no momento. Compreendo que isso seja totalmente passível de discussão, já que para alguns o fato de eu andar, comer, sair, enfim, viver, dará a impressão de que minha vida está em play. Mas não está. Ao contrário dos outros, ou pelo menos assim creio eu, minha vida se encontra em Pause. Estagnada no mesmo ponto de antes, parada, já há algum tempo, num ciclo vicioso do qual não pareço conseguir me livrar.

Falshbacks. São tudo o que me ocorrem no momento. Por mais que eu deseje desesperadamente um fast-foward, para descobrir o que será da minha vida, tudo o que eu consigo são flashbacks. Rever tudo o que vivi até aqui, rever meus erros, minhas escolhas, e ter mais fortemente a sensação de que minha vida está absolutamente, inexoravelmente, pausada.

Talvez seja uma questão de ângulo, é possível, talvez seja tudo um grande erro de interpretação. Mas no fundo, o que mais dói, é a maldita sensação de que foi um grande erro de direção. Uma grande pretensão, um grande equívoco, esta obra mal acaba que é minha vida. Aliás, mal acabada, mal escrita, mal produzida, enfim, um erro.

Pergunto-me se eu pudesse editá-la, se o faria? Acho que não. Por mais que eu seja um produto desta vida que agora me parece uma obra de arte de quinta categoria, gosto do que os flashbacks me mostram, gosto da vida que tive, de quem sou, só não entendo e não gosto essa maldita sensação de estar tudo pausado, congelado. Pior, de andar em círculos.

Dizem que estudamos história para aprender com os erros do passado e não repito-los no futuro. Então estes flashbacks devem me mostrar onde errei para que entenda o porquê desse Pause. Mas não faz. Não vejo onde posso estar me repetindo para ter esta sensação, creio até estar fazendo tudo diferente. Então por quê? Por que essa sensação insiste em me atormentar?

Talvez se eu desse rewind? Reviver o que já vivi ao invés de só rever, será que perceberia melhor o erro? Será que alguém o faz?

Ficar preso ao passado também não muda muita coisa, pelo contrário, devo aceitar que isso faz parte do que sou, parte desse meu roteiro, sabe-se lá se traçado por mim ou por Deus, mas o que foi escrito até aqui não tem como ser re-escrito ou editado, é fato, faz parte da cópia final. O que posso e devo fazer é tentar escrever melhor as próximas cenas para ter um grande final. E é justamente isso que pareço incapaz de fazer. Então talvez não seja um pause, mas um bloqueio criativo, se bem que ambos parecem a mesma coisa agora. E não se trata de não querer ou não saber escrever um final feliz, um Happy end, mas por mais que me esforce, por mais que digite as palavras e as imprima a vida não segue o que está escrito e pior, parou num certo ponto do script.

Por tanto, se o roteiro ta pronto, tenha ele sido escrito por mim ou por Deus, por que raios esse filme parou num ponto, que nem ao menos é clímax? E o que, meu Deus, posso fazer para fazer o rolo rodar?

Vislumbro uma possibilidade, uma mão parece apertar um botão e a fita parece rodar lentamente. Espero que não seja só uma encenação, mas fato.

14 janeiro 2008


Dama da....

Para Caio e Rodolfo

Sinto-me uma idiota, uma estúpida, caindo mais uma vez nessa armadilha de amor. Nesse jogo insano dessa projeção. Maldita projeção que só faz eu me fuder. E nem é literalmente.

E todos pensam que eu sou uma puta. Eu sei que sim. E talvez eu seja mesmo, como Diniz “eu dou pra todo mundo, só não dou pra qualquer um!”. Mas o que eles não sabem é que no fundo, no fundo, eu sou dama das Camélias... Bem isso!! Dama das Camélias. Sabe como? Aquela puta ordinária procurando seu Knight in a Shining Armor.

Mas o que me dói mesmo é essa incessante e insensata busca de um porquê. Que porquê?? Não tem porquê!! É assim que as pessoas são F-I-L-H-A-S D-A P-U-T-A!!! Preocupadas com seu próprio umbigo e vontades, e ponto.

Só eu que ainda estou preocupada em fazer a coisa certa, em como isso vai afetar o, ou o que irá significar pro, outro. Estou mesmo? Há circunstâncias que provam que sim... Mas enfim... Eu que me foda... Não é?

Então eu me sinto mais digna, mais justa... Ta bom! Eu sei! Você também está tentando fazer seu melhor... Dando o melhor de si... Mas isso é tão ínfimo, boy... O seu melhor não é quase nada... É poeira... Não serve! Não a mim!

Eu quero aquilo que está à altura do que dou! Até mais... E se não é aqui que vou encontrar... Então...

Há um mundo vasto lá fora. Cheio de pessoas interessantes e interessadas. E não faço concessões para encontrar o que quero e se já te dei todas as chances e todas as deixas e se não aproveitastes, o problema é seu, boy.

Eu sei que pago um preço por ser quem eu sou... Mas tá tudo certo!!! Sou paciente... Tenho força... Um dia eu encontro! E não há de tardar...

Quanto a você? Beeeemmmm... Não é você quem diz... “Quem sabe um dia?”... QUEM SABE?

21 dezembro 2007


Falas de um Coração em Stand-By

para RS

Encontro-me dividido. De um lado quero, sinceramente, parecer relaxado e tranquilo para dizer para curtires a vida, aproveitar ao máximo. Dar a impressão de que não estou apegado.

Do outro fica o desejo de viver tudo aquilo que ainda não vivemos, e sabemos bem o que é.

Pego-me pensando naquela primeira semana em que nos conhecemos. Não por nossos últimos encontros, por eles seria fácil deixar correr solto para ver no que dá no futuro. Mas o que vivemos naquela primeira semana é que me faz querer reviver o que sentimos e experimentamos naquela época. Sentir a força daquelas emoções mais uma vez. Aquela sensação de não precisar fazer mais nada, a não ser ficar ao seu lado. Só ficar do seu lado.

Talvez tenhas razão e não valha a pena tentar reviver tudo isso por um dia. Melhor esperar.

Enquanto vou tentando equilibrar esses dois lados.

Só posso dizer que...

Queria um dia poder dizer “Eu Te Amo”

E ouvir o mesmo.

Queria poder compartilhar sua existência.

Sem sentimento de posse ou cobrança.

Sem nem mesmo morar no mesmo teto.

Só queria fazer parte da sua vida.

E você da minha!!!!

25 novembro 2007


Via Expressa

Irônico como o amor parece unilateral. Talvez não exista uma relação vivida a dois. Todas as relações são vividas a um. Você namora alguém e esse alguém não te namora, ou você passa anos querendo namorar alguém, para anos depois esse alguém ter namorado você, ou ao menos assim dizer. Você casa com alguém que casou com outra pessoa, ainda que a razão social de ambas seja a mesma, você. Entende? A pessoa não necessariamente casou com você, mas com a idéia que faz de você, assim como você casou com a idéia que faz da pessoa, mas que não necessariamente é a pessoa de verdade, e vice-versa de novo.

Reparem! O que marca o primeiro encontro de um, não é o que marca o do outro, os detalhes não são os mesmos. E quando o são, são por razões diferentes.

Talvez seja verdade que nos apaixonemos pela projeção que fazemos nos outros, por vermos no outro aquilo queremos ver! E ao passar dos anos, quando se torna inevitável tomarmos consciência das reais características do outro, ainda assim as vemos da forma como nos convém. Abrandando onde se quer abrandar, enaltecendo o que nos apraz. E mudando em nós mesmos aquilo que facilita conviver com esse outro, por nos fazer crer que assim queremos e somos, quando não é!

Se a máxima da vida é que nascemos e morremos só, então, talvez, amemos só também. Você ama independente de se é amado ou como é amado em retorno.

E o mais triste é que todos esperamos, somente, ser amados.

08 outubro 2007



ALGUÉM PRA QUEM SE POSSA CANTAR!

Então seu coração havia se esvaziado, tornado-se frio, mas não um frio congelante ou insensível, ainda era capaz de sentir solidariedade e outras coisas, até mesmo um princípio de paixão. Mas agora tudo parecia mais efêmero, passageiro.

Nada mais vinha com a mesma facilidade, porém ia facilmente. Os raros novos sentimentos que conseguiam afastar a névoa um pouco, quando se provavam frágeis, incoerentes, eram rapidamente encobertos de novo. Tão ao contrário do passado, onde tudo chegava tão fácil, bruto, intenso e mesmo erroneamente, duradouro.

Sendo assim, não havia mais canções para esse coração, onde antes haviam várias, fossem reproduzidas ou criadas, agora nada restava. E se a boca as entoasse, elas pareciam desprovidas de significado, por que o coração estava mudo. Mas o pior ainda era aquela sensação de não empatia onde antes havia muita, o que antes lhe falava alto, encontrava eco, agora não causava nenhum impacto, por que faltava um objeto para o qual se dedicar.

E essa “ressonância”, esse alguém para quem dedicar tais canções, era de tal forma tão intrínseco ao seu ser que agora faziam uma falta enorme, então era algo além de sentir falta dos sentimentos, mas sentir falta de si mesmo, quase não se reconhecer. Por mais alto que as músicas lhe falassem, faltava o significado essencial para aquilo.

E não havia nada que se pudesse fazer, a névoa se formara como forma de defesa, para que ele não se machucasse mais, nem tão facilmente. Daí provinha o paradoxo, querer ansiosamente uma paixão, sabendo que ela não se dará facilmente devido a uma série de circunstâncias.

28 setembro 2007

Últimos ensaios e Estréia!!!


Estou querendo escrever pra vc`s desde a ida pro teatro, mas..tava difícil, mto ocupado , mto cansado! enfim...

As duas últimas semanas de ensaio foram no teatro, oq parece surreal pra maioria das peças q costumo fazer, né? Geralmente temos 3 dias e olhe lá...mas aqui não só era necessário, como em verdade era pouco tempo...mto cenário, mtas trocas de roupa, microfones, mta luz....enfim....

Foi mega estressante, mta espera...gente do elenco q só reclamava..coisas do genero, né? kkkkkkk na verdade é tudo igual a qq peça, mas c proporções maiores!!!

A pré-estréia na sexta foi linda!! Eu arrasei muito, hehhe!! A platéia ria em horas q eu não esperava nas minhas cenas, mto elogiado, to mto feliz!!! Depois jantinha e talz....

No sabado, estréia!!! Minha mãe foi, ficou toda orgulhosa..enfim...rs!! Depois festinha, nunca bebi tanto eu acho..tava trebado, fiz strip-tease na pista, dancei com Deus e o mundo, e quem me conhece numa pista de dança sabe q é Deus e o mundo mesmo..huahuahuaa...duas meninas, q não sei quem são vieram dançar comigo, disseram q eu era o melhor amigo delas agora!!! No final fui embora c/ eles p/ The Week às 6 da manhã!!! huaua. Cheguei em casa torto às 9 da manhã eu acho

Domingo, obviamente, não foi meu melhor espetáculo, mas um amigo q tinha assistido na sexta disse q foi bom sim!! Que Juliana cantou melhor enfim....(óbvio q Juliana está dividindo opiniões, mas tem gente q acha q ela ta dublando, oq me indica q ela está cantando bem, né?)...janta c amigos p despedir dos gringos!!!

Segunda-feira teve uma apresentação p/ um hospital de judeus, e elenco do miss saigon, garota glamour (musical do Wolf), my fair lady e outros...os judeus frios, ainda bem q os atores quebraram o gelo....ai q foi bom gente!! Bibi ferreira me mandou um recado pra melhorar coisas no meu personagem, olha q chique!!!! RS! Recebi elogios de Alessandra Maestrini e Katia Barros (uma diva dos musicais daqui, q fez charity c La Raia e faz miss saigon), fiquei me sentindo...Cininha de Paula assistiu e disse q estava orgulhosa :) Finally!! E Renato Rabello disse q aproveito mto bem cada um de meus personagens!! A Tunica (Maria Maya) me contou inclusive q Cininha disse p ela q sou a melhor coisa do coro!!!! (yyyyuuuuupiiiii!!!!)



Agora nova fase, né? Procurar aulas de canto e dança..malhar...agência de comercial e talz...e escrever uma peça nova, né???

17 setembro 2007


CHOCOLATES, SUSPIROS E INTERROGAÇÕES!!


Tem horas em que quase te odeio, placidamente te odeio. Um odiar sem o peso do ódio, talvez uma raiva, não sei.... Mas assim fica mais fácil de chegar perto do que sinto. Te odeio, levemente te odeio.

Te odeio por me dar amostra grátis do que não posso possuir. Por me mostrar uma vida que não poderei ter. E por não me deixar ser alguém que há muito tempo anseio ser, ter atitudes que quero tomar, gestos que gostaria de fazer. Por não me deixar viver pela primeira vez as circunstâncias favoráveis. Por não se deixar ser o primeiro em tantos aspectos...

Eu seria capaz de tantas coisas que sequer imaginas, tantas pequenas surpresas, por que adoro pequenas surpresas, fazê-las e recebê-las.

Te odeio por não me deixar ser alguém que imagino que sou e nunca se concretiza, por que nunca tive a oportunidade de ser.

Por não perceber o quão pífia são certas escolhas. Não perceber que poucas vezes a vida nos apresenta grandes oportunidades. Que não se ganha na loto e não se retira o prêmio.

Te odeio não só por não me deixar vivenciar todas essas coisas que imagino, mas também me privar das que sequer faço idéia que seriam vividas!

Te odeio por que não posso te amar.

25 julho 2007

The Producers!! 2



Hoje acabamos o número das velhinhas, acho que vai ficar muito engraçado...vocês não vão acreditar na minha pose no começo...kkkkk!!!


Aprendemos também um número de bengalas...que a princípio eu não faço porque entro com um texto, no meio da coreografia, e não estou no número, mas tem que fazer aqueles malabarismos com a bengala, sabe? tipo balisa de banda de parada americana??? muito maneiro! aprendi alguns! rs!!

Fora que a coreografia é cheia de coisas Bob Fosse (sabiam que Fosse que inventou o moonwalk?) e óbvio que to pegando hehehe!!

Nem contei pra vocês, mas o Chet, coreógrafo, trabalhou com o Fosse em 4 musicais, fez o primeiro Chorus Line também...além disso desde criança viu coisas incríveis!!! Ethel Merman em cena, a cantora favorita de Cole Porter; Funny Girl com Barbara Streisand; O Sweet Charity original com Chita Rivera e Gwen Verdon, bem como o Chicago original com a duas e depois comLiza Minnelli, que ele disse que foi a melhor Roxy de todos os tempos...dá pra acreditar?? Liza de Roxy....nossa!! Queria muito ter visto isso!!!


Fora que os passos que ele deu hoje, de Fosse, são incríveis!!! O simples que é difícil sabe? e causa um puta efeito!! Queria muito que a Úrsula estivesse aqui vendo isso e aprendendo esses passos e como o cara cria, e são coisas simples e geniais!!!

To louco pra que todos vejam e me digam o que acharam..enfim....


bjs, saudades!!!