07 novembro 2009

Dessa vez era diferente. Não havia aflição. Não havia confusão, dor. Só serenidade.
Por que Havia certeza!

26 setembro 2009


Usurpado

E agora você vai alçar novos vôos, procurar novos rumos. E agora outrem vai te incentivar e te apoiar para que possas realizar aquilo que desejas. Para que possas se tornar tudo aquilo que deves.
E dói.
Dói saber que outrem vai dizer as mesmas coisas que eu disse, dar os mesmos conselhos que eu – ou melhor, que outrem disse e deu, - como se fossem inéditos. Dói mais saber que os ouviu como se fosse pela primeira vez.
Dói, por que este outrem é que irá celebrar as pequenas conquistas, vibrar a cada passo, cada degrau. Este outrem que se encherá de orgulho, que saboreará a vitória, como se também a pertencesse, que olhará para trás e terá seus olhos cheio de lágrimas ao perceber a estrada e a evolução.
Mais ainda ao imaginar-te ter gratidão a alguém que tanto me usurpa.
Te desejo felicidade e plena realização.
Mas dói tanto saber que outrem viverá, aquilo que mais sonhei.


Esse texto é um meme proposto por Isa Sousa. A idéia é escrever um texto como se rompesse com alguém. Regras do meme: 1) Escrever uma carta como se estivesse rompendo com seu namorado. 2) Escrever estas regras e uma breve explicação do que é o meme. 3) Indicar cinco pessoas
Recebi o convite da Lian e atendi de bom grado... mas como sou confuso, acho q ficou mais com cara de um Término do que uma carta onde rompo, mas tá valendo, né? Espero que as pessoas que eu indicar também gostem da idéia e se divirtam. São elas: Lari, Vini Cruxen,Fábio, Tatiana e Sabrina.

15 setembro 2009


Além das Tardes... ou O Príncipe Emurado

Quando nascera seu primeiro filho a Rainha embevecida pela beleza de seu primeiro rebento, tratou de pedir que os criados erguessem um muro para protegê-lo das agruras do mundo. Talvez por precaução, receio, ciúmes, super-proteção, vai saber.
Não se faz necessário dizer que o pequeno príncipe era a razão de viver dela, e por tanto o mimava com todas as regalias e atenções que podia dispensar.
O príncipe foi crescendo, cada vez mais bonito e sempre encantador. Alegre, sorridente e educado. Ao contrário do que se podia imaginar não cresceu com afetações pelos mimos de sua mãe. Mas obviamente eram muito próximos e ligados.
Do alto de seu quarto o príncipe podia avistar o mundo lá fora, para além do muro e admirá-lo. Porém jamais havia saído daquele muro que o mantinha ali, seguro, junto ao seio e os olhos maternos.
Certa tarde, uma camponesa andava distraída pelos campos que ficavam entre seu vilarejo e os muros do castelo e pela primeira vez avistou o príncipe, ficara aturdida com sua beleza, seu sorriso aberto, franco, luminoso. O príncipe por sua vez também se interessara pela camponesa, seu espírito alegre e jovial.
Num ímpeto, o príncipe correra até o muro para falar com a camponesa. Palavras, risadas, coincidências, apesar de pouco crível, encontravam paralelos, gostos em comum, mesmo com vivências tão díspares. Ainda que talvez, um se identificasse com coisas dos outro que se quer suponham, por vezes não eram recíprocas, ou óbvias, eram bastante subjetivas.
Outras tardes vieram, outras conversas, mais risadas. A rainha gostava da camponesa, percebia sua boa índole e não notara que o príncipe havia feito um pequeno buraco no muro por onde, príncipe e camponesa, podiam se ver, escutar melhor... Aproximar-se?
Outras tardes, outras conversas, mais risadas... E a camponesa começava a ficar aflita com aquele muro a separá-los. O príncipe preocupado, perguntou o que a afligia, ao que ela respondeu:
“Queria poder derrubar esse muro, mas você não me permite. Queria levá-lo para novos lugares, situações e experiências que você desconhece. Sensações. Mas você não quer, não se permite.
Por mais que me doa dizer isso, eu vejo que você deseja viver outras coisas que não aquelas que sua mãe planejou para você, mas seu amor e devoção a ela não te deixam...
Queria poder te fazer enxergar que todas essas coisas e essas pedras que você ergueu, vão te impedir de uma vivência mais plena. Mas você não quer.
Te fazer perceber que não quero machucá-lo, que podemos descobrir um novo jeito de nos amarmos, sem que deixes de ser Tu, Uno, sem que tenhas que ferir seu vínculo com a rainha. Mas você...
E tudo o que me resta é voltar sempre às tardes, e conversar e rir e estar aqui quando você precisar. E torcer que aos poucos você aumente esta fresta no muro, até que me deixe entrar.
Enquanto isso estarei aqui...
Você me permite?”

03 setembro 2009


Da Série: Queria Ser um X-MEN 2

Lógico que em algum ponto chegaria alguém e cogitaria quando o mais famoso dos X-men apareceria por aqui. Se eu seria o único ser humano a não me “identificar” com ele, ou alimentar o desejo de ser um pouco como ele. Em verdade acho que seu grande apelo é esse misto explícito de homem-animal, e que não leva desaforo pra casa, responde na lata e cai matando sem dó nem piedade, que obviamente todos temos em nosso íntimo, sejamos nós pessoas esquentadas que partem pra briga, e principalmente, se somos calmos e fugimos de uma briga, mas no íntimo sempre nos perguntamos por que não reagimos e etc.
Mas o fato é que realmente, o carcaju, mais conhecido como Wolverine, nuca foi um dos meus personagens favoritos. Mas sabendo que ele poderia causar certo interesse, resolvi postar logo por aqui sobre o mais popular dos X-Membros.
Fator de cura é obviamente a habilidade que primeiro me ocorre. Não mais ficar gripado, menos ainda ter medo da prima suína, nada de dores, inflamações infecções, seria ótimo, né? Fora que, já que o fator de cura ajuda Logan a permanecer jovem por que quer manter o corpo saudável, então de brinde ainda vem a despreocupação se algum terei de usar creme anti-rugas ou qualquer coisa assim, sei que para mulheres esse poder seria uma mão na roda!
E as famosas garras também teriam sua utilidade na vida real. Rio de Janeiro você é abordado por um assaltante na rua, SNIKT! Garras a mostra e o sujeito te deixa em paz, se ele está com faca ou peixeira, só de você ter seu canivete embutido já tira ele do eixo com a surpresa. (e eu particularmente adoro a idéia de três garras, você saca duas bem perto do rosto do cidadão, e ameaça tirar a terceira, quase sádico eu sei, mas divertido, né?). Mesmo que o ladrão tivesse uma arma de fogo, SNIKT! Corta o cano da arma e pronto ele está indefeso.

Ai, ai! Seria ou não seria uma... Garra na roda?

Sentidos aguçados deve ter suas vantagens, mas só de pensar em sentir odores indesejados de vizinhos pouco afeitos à banhos, em barulhos na madrugada, ou de transito diurno a atrapalhar meu sono... não obrigado!

25 agosto 2009


QUANDO TODOS SOMOS PINÓQUIOS

Estranhamente todas as relações me parecem mentira... Você não me ama tanto quanto te amo... Não sou tão especial pra você. Assim como os que me tem por especial pra eles, não são especiais pra mim. As conexões especiais que acreditamos ter com outros só existe pra nós e não pra esses outros.....


A vida é uma mentira!

15 agosto 2009



EQUAÇÃO SEM RAZÃO



Depois da nossa conversa de hoje muitas coisas estão rondando minha cabeça... Coisas que deixei de dizer... Achei que eram melhor não... "por que existem coisas terríveis que precisam ser ditas? " Né?, Mas o fato é que elas aqui ficaram, e o mais estranho é que de alguma forma me parece ainda, que agora, depois de tudo eu deveria ter falado ... Ou não! Será você a pessoa pra quem eu possa falar todas essas coisas???

Pior é eu não saber se amanhã as falarei, por vontade mesmo, ou por me ocorrer...

Acho que o que quero dizer... que quase me revelei por completo e tive receio... Sempre temos!!! E ainda não sei se devo me revelar mesmo, apesar de ter te dado um vislumbre... Ou -não sei- se nunca devemos nos revelar a qualquer um, me faço claro? (quando digo me faço claro é por que as palavras nunca parecem suficientes pra expressar as sensações, não concorda?). Se devemos ser secretos pra sempre, pra nós mesmos! Se há coisas que pertencem só a nós e nunca dividirmos com outrem.
Mas sem nos dividirmos, que graça a vida tem?

30 julho 2009


...

Não sabia nomear aquilo que se formava em seu íntimo. Talvez por receio de experiências prévias. Tinha cautela. Escolhia cuidadosamente palavras. Se esforçava em equacionar aquilo que se formava e fatores mais tangíveis, como tempo, vivências, fatos. Mas se indagava se isso era possível. Receio de que se não houvesse controle, não se segurasse, acabasse por se machucar. Tentava equilibrar esses fatores ... E acabava sem saber que resposta dar.

28 julho 2009


Alva como a...

para Maysa Mundim


Havia um certo prazer em ficar ali mudo só te ouvindo falar, insuspeitadamente, já que geralmente era mais do silêncio e deixava as palavras pra mim. E no meio das frases ter um relance do desbundante sorriso em seu rosto, perfeita harmonia entre lábios e dentes, anseios a incitar.
Falava pouco, mas sorria muito e com prazer. Aliás, esse falar pouco se tornou questionável depois. Talvez no começo tenha parecido assim, mas com um pouco mais de intimidade, mudou o quadro.
E era gostoso estar ouvindo sua voz assim... Grave, porém doce, ou seria aguda e rouca como a de Paula? Não sabia definir. Mais gostoso ainda ouvir sua gargalhada, sonora, cheia, com vontade. Felicidade.
E os cabelos negros, belos. Sedutores. Em contraste com a pela alva, criando um mistério.
Tantos mistérios eu queria desvendar. Me permite? Eu pensava, buscando resposta em seu olhar, sem obter.
Passar de tempo, mais intimidade, conhecer melhor, curiosidades, temperamentos, levando a novas perguntas, novos anseios...

... no fim só a certeza de que não quero te machucar, ao contrário. E você?
Quer me saciar?

14 julho 2009


SÉRIE: QUERIA SER UM X-MEN

Como bom fã de história em quadrinhos (HQ`s) que sou, volta e meia divago sobre o personagem que gostaria de ser, ou que poder gostaria de ter. E obviamente a resposta varia de tempos em tempos, necessidades, momentos.
Inusitadamente hoje me ocorreu, que na atual conjuntura, queria ser o homem múltiplo. Bater os calcanhares e criar cópias de mim, pra fazer as coisas que quero ou preciso. Eu? Ficaria na cama, veria filmes, essas coisas.
Um “eu” iria pra praia, quero/preciso me bronzear. Outro iria à academia, de repente até três iam, um malha peito, o outro ombro, o outro tríceps, e assim por diante. Eles voltam pra casa e pronto, estou sarado e moreno. Um “eu” para coisas burocráticas, outro pra fazer tarefas no computador enquanto vejo peças e saio com amigos.
Agora me dou conta de como seria incrível mesmo, enquanto faço a peça – porque não vou correr o risco d mandar uma cópia no meu lugar e vai que é uma que não sabe as marcas e texto?? – um “eu” vai assistir as peças que quero ver e estão no mesmo horário, filmes. AH! Daria tempo pra tanta coisa.
Não perderia mais aulas de dança, as que são de manhã então... Era só mandar a copia.
E no fim só reabsorve-las e tudo o que elas fizeram passa para o “Eu” original.

Como dizem... Sonhar não custa...

30 junho 2009


... COM PARCIMÔNIA
Para Morena Cattoni

Olha eu sei que isso pode parecer confuso, ou até ser frustrante pra você. E por favor, não debocha dessa minha mania de transformar tudo em uma grande questão, maximizar as coisas desse meu jeito “Drama Queen”. Mas é que as coisas são importantes pra mim.
E eu preciso falar pra tentar fazer mais claro o que quero dizer, tanto pra mim, quanto pra você. Para que não incorramos na premissa de que “comunicação não é o que você diz, mas o que o outro entende!”
É! Eu sei que na hora de conversas sérias eu tenho uma tendência à diplomacia e a usar palavras “pouco usuais”, digamos assim. Mas isso agora não tem a menor importância, não é?
O que queria que você entendesse é que desde que você me fez aquela proposta, eu tenho me digladiado comigo. Por que por um lado eu quero te dizer que sim, que isso é tudo que mais quero, e por outro que não, por que no fundo isso é uma grande bobeira, que está fadado ao fracasso e que está bom como está, pra que mudar?
Mas calma. Tá vendo? É por isso que preciso de tempo pra desenvolver, pra que você não entenda mal esta minha dúvida e ache que é algum medo irracional e primitivo. É muito baseado numa análise empírica.
Como eu disse a minha primeira vontade é dizer sim! Que quero realizar esse desejo quase infantil de vida a dois, esse sonho que parece que nos foi incutido de uma existência una. Que nem sei bem de onde vem. É decorrer da paixão? Ou reflexo de uma quase imposição social? Por que acreditamos que é isso que leva o decorrer de uma relação?
Então me pego pensando que isto é um modelo de relacionamento fadado ao fracasso, que precisamos de nossa individualidade, que por mais que se queira, não estamos preparados pra nos desnudar tão completamente um para o outro, que esse convívio intenso desgasta uma relação e perde o sentido nos dias de hoje, e quando falo nós não me refiro a você e eu, mas nós todos, seres humanos, sociedade atual.
E justamente nessa hora que tenho medo de parecer uma tentativa de fuga, ou que uso argumentos para disfarçar desinteresse, ou ainda que nem me dou conta de que se tenho este tipo de indagação é por que “não estou tão afim assim” – ou de ao menos que você ache isso.
NÃO! Não é isso. Percebe? Essa é minha natureza de tudo transformar em questões e dialética. O sentimento quer uma coisa e a razão... A razão analisa. Prós. Contras.
Mas acredita quando digo que se dependesse de mim, estaria com uma algema a prender-me junto a sua cama.
Me faço entender?

14 maio 2009



Rubro

Para Carol Lemos e Uma Thurman


Chegava sempre com seu jeito maroto, sorriso moleque, de bermuda e chinelo de couro. A voz profunda de homem feito, o olhar essas épocas a misturar, em um amálgama de infante e senhor.
E os cabelos de fogo a me incendiar! Aquela atípica coloração despertando desejos e curiosidades do mais brando ao mais tórrido. Vontade de passar as mãos por seus cabelos, para fazer meu jovem senhor relaxar, beijar-lhe a boca em seguida e acariciar também sua pele cheia de sardas. Tentava esconder esses anseios, mas não muito, pra ver onde ia dar.
Estava sempre tenso, preocupado, tinha muitas questões, o que despertava em mim um lado professoral, de instruir, acalmar relatando vivências, minhas ou de outrem, e essa necessidade de apaziguar, acariciar, aconchegar.
E junto deste querer cuidar, vinha aquele fogo a atiçar outras vontades. Numa hora dar colo, na outra arranhar-lhe, beijar-lhe vagarosamente, depois abrupta e apaixonadamente, ondas de sentimentos e quereres!
Uma curiosidade de desvendar aquelas sardas... Até onde iam?... Aqueles pequenos cabelos... Meio vermelhos... Meio loiros... Até onde se estendiam?... E os boatos seriam verdade??!!!
Já podia antever a hora de amar, seria gentil, carinhoso, mas ainda assim furioso, vulcânico. E nos perderíamos nesta festa por horas a fio, esquecendo do mundo lá fora, sem lembrar do que mais existia, além dos nossos corpos ali a se desfrutar.
Diferenças de idade, experiências, não importariam... Tudo o que precisávamos era deste desejo, deste gostar, cuidar... O resto de alguma forma havia de se resolver.

Será?

03 abril 2009


DO YOU SLEEP ANYMORE?
Para Lisa Loeb

“You Can`t Give Yourself Absolutely to Someone Else”; Ela escrevia, ainda com lágrimas nos olhos, a última frase de sua nova composição, violão em punho, esperando que aquela fosse a última vez que ele saia pela porta. Figurativamente falando, pois ela sabia que ele teria de voltar devido à relação com seus filhos e dos filhos dele com os seus. Mas previa o que viria nos anos a seguir?
Estava cansada de tantas idas e vindas, de ser coadjuvante em uma peça na qual havia sido protagonista, de ouvir que ele não podia, ou não queria ou não conseguia – qualquer coisa assim – “ser de uma mulher só”. Fatigada pôs um ponto final, desta vez esperando que fosse definitivo.
Ao escrever esta última frase da canção, relembrando quantas mulheres houveram antes dela – e se soubesse quantas viriam depois ainda, teria mais certeza – percebeu que ele não conseguia ser íntimo de ninguém, não essa coisa de nu, fluídos e suor, não! Mas de ser verdadeiramente íntimo de alguém, deixar-se conhecer profundamente, que alguém quase que adivinhasse seus pensamentos, antes mesmo que este se formasse em sua cabeça, saber o que se quer antes mesmo de você, entender as entrelinhas, quando avançar e quando recuar, coisas assim.
Fora a última vez que ele saiu por aquela porta. Ela continuou fazendo suas músicas, contando suas histórias, namoros, casamento. Ele, perto dos 60, casado, arranjou uma namorada, ia separar-se pra casar com ela, acreditava ter encontrado o amor de sua vida.
Tragicamente o destino o pregou uma peça, tirando-a de todos, antes que ele pudesse fazer qualquer coisa. Teria sido ela o seu amor? Ele teria parado de procurar outras? Ele deixaria que ela adivinhasse seus pensamentos?

...

Ficamos em silêncio por um tempo, ela me olhando e sabíamos que ambos pensávamos a mesma coisa. Que ele parece tanto com você, por alguma razão! Comentamos então que tememos que você seja igual a ele, incapaz de ter verdadeira intimidade com outrem, por que muitas das coisas que ele disse, você disse. E dizemos ainda, que não queremos que também acabes com estas perguntas, sem respostas, ou sempre numa busca sem fim. E que talvez seja uma busca infundada...
E podemos estar enganados, completamente. E chegamos mesmo a dizer que Se estivermos certos, Se... Ainda que uma pequena parcela disso seja verdade... Que gostaríamos de pedir que, por favor, procures ajuda, por favor!

Mas não dizemos nada!

27 março 2009


QUESTÕES


Sabe que ás vezes choro por você?
Sabe que ainda sonho com você?
Seja acordado ou dormindo?
Sabe que ainda te desejo?
Você deixa? Quer?


Penso em você
Só querendo saber
Se estás pensando em mim
Tento esquecer
Que não dá pra saber
O que será no fim

É difícil imaginar?
Que ainda possa te almejar?
Desejar?
Sentes o mesmo que eu?
Achas loucura?

Penso em você
Só querendo saber
Se estás pensando em mim
Tento esquecer
Que não dá pra saber
O que será no fim

Só o tempo dirá?
Quanto tempo? Que tempo?
Quando? Como?
Certeza?

Penso em você
Só querendo saber
Se estás pensando em mim
Tento esquecer
Que não dá pra saber
O que será no fim

RJ, 25 para 26/12/2003, às 00:25

12 janeiro 2009


CIDADE MARAVILHOSA!
Para o Pequeno Príncipe

Rio de Janeiro, 13 (Treze) De Janeiro de 2009 (
Dois Mil e Nove), por volta de 3:20 (Três e Vinte da Manhã). Terça- Feira. Apesar de que para mim ainda é segunda, já que não dormi (espero ter forças amanhã no trabalho). Volto de uma festa para casa, para mim cedo, pois sei que tenho de trabalhar amanhã e também sei que costumo ficar até 5 ou 6 numa festa. Na esquina da Souza Lima, rua de Copacabana (O Bairro Carioca mais Famoso no Exterior), vejo um rapaz sentado na esquina, todo lanhado com o olho roxo sendo abordado por um outro camisa sem manga, preta, que me parece ser do Vasco, time de futebol carioca, mais dois rapazes de bicicleta. Apesar do tom meio agressivo, da menina de rua vindo atrás de mim, das “gringas” ao meu lado e do casal de lésbicas um pouco à frente, que depois eu saberia que uma delas era “gringa” também, sigo em frente, atravesso a rua, porém sem deixar de notar o tom de briga da esquina anterior, sem deixar de notar os pensamentos em minha mente, de que vivo num país de merda, apesar do álcool que ingeri, que este é um País perdido, que parece inacreditável que apenas na esquina anterior, na Rua Francisco Sá, há uma delegacia de Polícia, porém ninguém na porta, ninguém lá dentro disposto à fazer algo enquanto assisto aos rapazes, o de camisa sem manga que parece ser do Vasco, e os dois que estavam de bicicleta começarem a bater no rapaz lanhado que estava sentado na esquina obviamente alcoolizado (digo muito mais do que eu ou qualquer outra pessoa que por ali passasse, já que consegui vir andando para casa, e agora escrevo, e ele estava sentado num esquina de COPACABANA, quem mora no Rio sabe o que quero dizer!), enquanto as tais “Gringas” passam por mim, e divago sobre o que fazer.
Atravesso a rua e começo a voltar em direção à Delegacia, agradeço ao álcool que ingeri, pois creio que sem ele eu demoraria mais a tomar qualquer atitude considerando prós e contras; penso em meu Pai; sigo firme em direção à delegacia, penso que não vai adiantar nada, vejo do outro lado da rua pessoas aproximando-se, alguns do lado que sigo também, enquanto os meus companheiros de calçada parecem só querer ver o que acontece, parece-me que os rapazes do outro lado pretendem tomar uma atitude, ouço a menina de rua, que a pouco passara por mim e pelas “gringas”, clamar pela polícia, penso “ela é doida, mas não é má!”.
Sigo pensando no que irei dizer ao entrar na delegacia e temo parecer um bêbado panfletário apenas por causa do Álcool, quando chego piso firme numa chapa de metal da porta da delegacia e esta faz barulho, gosto! Vai parecer um pouco que estou bêbado, mas vai mostrar minha indiguinação (eu disse que antes disso passei pela porta de mesma mirando lá dentro, vi um único funcionário e uma menina sentada na recepção com uma mala?), entro empurrando forte a porta e digo “Boa Noite! Tem três Caras na próxima esquina batendo num cara!”, o funcionário murmura qualquer coisa levantando seu Nextel para mim, ou assim me parece, e entendo que ele já está chamando uma viatura (NÃO HÁ NINGUÉM ALI?? MESMO COM VÁRIOS CARROS PARADOS À PORTA??). Penso ou digo “OK!”, e a menina da recepção me diz estar preocupada também, me pergunta se houve tiro, digo que ouvi algo parecido, ela diz que também. Ao sair da delegacia, um cara num carro preto tenta me falar do acontecido, digo que acabei de delatar, tenho certeza de que o vi na esquina anterior (Souza Lima), ele deu a volta de carro para denunciar? Pensou no seu Pai no caminho? Ainda há pessoas decentes nesta cidade?
Enquanto continuo meu caminho de volta para casa, percebo que as pessoas que vinham em direção ao acontecido e pareciam que iriam tomar uma atitude, pararam para olhar somente. Que agora há muitos rapazes em volta dos 3 espancadores e do rapaz lanhado, todos parecem “amigos” dos 3, me faço claro? Ao menos entre alguns tapas e chutes o cara da camiseta preta de manga curta, que me parece ser do Vasco, tem de gritar para explicar o motivo de tal atitude. Ao cruzar a esquina da Souza Lima, vejo que o rapaz do carro preto está filmando a cena, falo com ele de novo, e ele me diz que é para registrar o tempo que a polícia demora, na farmácia atrás de nós, pessoas comentam o caso, vemos um carro de polícia chegando 3:25 da madrugada, eu olho no relógio e me pergunto se a polícia demorou cinco minutos para chegar? Ou dez? Ou mais? Desde que saí da delegacia, foi rápido até, mas e desde que tudo começou? Ouço alguém na farmácia dizer, “IH! Agora vão todos sumir! Quer ver?”. E ele está certo, todos os “amigos” que em volta estavam vão debandando, ficando apenas os três do começo, o rapaz da farmácia chega a comentar que se o cara que tudo começou, o de camiseta sem manga, continua por ali calmo, e os dois da bicicleta também, é que alguma merda o lanhado fez!
Lamento ouvir tal declaração e vejo o rapaz do carro preto guardar sua câmera e dizer que gravar mais vai comprometê-lo, nos despedimos e sigo para casa, penso que fiz o que podia e que mais poderia me pôr em perigo e continuo vendo os policiais ouvindo os 4 envolvidos, sabendo que o rapaz-lanhado está em desvantagem devido a sua alteração e que é com isso que os outros 3 contam, mas conto com a pertinência dos policiais!
Sigo para casa!
É! Gil! O Rio de Janeiro continua lindo!


Ps1: Para os curiosos: pelo pouco que ouvi parece que o lanhado queria comprar drogas sem ter dinheiro e apesar de já estar devendo.

THANK GOD I DON`T DO DRUGS!!

26 dezembro 2008




Confissões de Um Jovem Ator


Tenho tentado ficar bem. Tenho tentado não dar aos problemas tamanhos maiores do que eles têm. Ou talvez esteja tentando não lhes reconhecer o verdadeiro tamanho. Não sei. Talvez seja melhor acreditar no primeiro, no momento. No que concerne somente a mim.
Gostaria que soubessem que não sou um louco, irresponsável, insensível ou leviano. Que não consegue entender a dimensão do caos que estamos vivendo, todos. Entendo. Mas reconheço em mim, mais do que nunca, a quase impossibilidade de seguir outro rumo, que não aquele que tomei tempos atrás. Apresenta-se para mim a verdade inquestionável, irrefutável de que não posso mais ser nada além daquilo que já sou. Por mais que reconheça em mim qualidades que me permitissem tomar outros rumos, aquilo que sou encontra-se tão fortemente enraizado que as outras possibilidades desvanecem.
Estou tentando. Da melhor forma que posso. Com todo amor e respeito. Estou tentando. Mas ás vezes tudo parece muito difícil. Aquilo que sou e o que não sou. Os dois tento. Os dois difíceis.
Só gostaria que soubessem isso. Estou tentando.

13 dezembro 2008





Muito Gratos Por Sua Presença




Tem horas em que, mesmo agora depois de tudo acabado, tenho vontade de pedir à alguém que me belisque, para que me acorde, por que tenho a sensação de que tudo só pode ter sido um sonho.
Sem saber bem como e nem por que, de repente me vi numa enorme sala de ensaio, cercado de pessoas que jamais imaginei que fosse conhecer e pensava comigo mesmo que há alguns anos ou meses atrás se eu visse uma foto daquele momento, talvez em preto e branco, eu pensaria: “Deus, eu daria tudo para estar ali.” E lá estava.
Não só estava realizando um sonho, talvez o maior, e à esta altura vocês tem a exata medida do que digo, como ainda por cima, talvez por ter mais sorte do que juízo como diz minha mãe, estava cercado de pessoas INCRÍVEIS. Nem mais, nem menos, INCRÍVEIS!!(Na verdadeira acepção da palavra, daqueles não se pode crer.)
Eram todos tão incrivelmente talentosos, amorosos, generosos, amigos, que tornava tudo ainda mais difícil de parecer crível, real. Cada um com seu temperamento, qualidades, defeitos, mas ainda sim todos incríveis... E eu me perguntava “O que fiz para merecer isso?”. Com o passar do tempo fui me apaixonando cada vez mais por cada um de vocês, a cada dia um me surpreendia com um gesto, comentário, sorriso ou qualquer outra coisa, simples, pequena, boba e eu me fascinava. Houveram bons e maus momentos, sei que nem sempre foram flores, mesmo entre nós. Mas nada isso importa, paixões também são feitas de tempestades, não é mesmo?
Agora parto, com um nó na garganta, um aperto no peito. Agora parto, querendo levá-los todos comigo. Agora parto, para realizar mais um sonho... Embasbacado... E me pergunto:
“Meu Deus, O que eu fiz para merecer isso?”

(Repetições e interrogações, este sou eu, não é?)

03 dezembro 2008



UM LONGO MOMENTO
para Maria Helena Sandri


Uma vez minha tia me disse que a vida tinha que fazer movimentos que imitassem uma escada, sempre para frente e para o alto e paulatinamente, disse Que Nunca Se Devia deixar a vida fazer movimentos de rotação (“dar voltas!”), por que Se Não Acabaríamos Onde Começamos. É isso que não quero, quero seguir em frente, como a escada. Essa nossa história já rodou tanto que parece estagnada no mesmo lugar.
Queria que você pudesse me acompanhar nessa mudança, mas se você não pode...
Acho que é assim que vou acabar deixando de gostar de você. Eu, que achei que seria Uma-Breve-Passagem e acabei me tornando Um-Longo-Momento. Eu tenho que por um ponto final. Eu, que queria deixar de ser Um-Longo-Momento, como deixei de ser Uma-Breve-Passagem, para me tornar Um-Próspero-Futuro.
Não cheguei a colocar um ponto final. Basta que você me acompanhe nesse processo de transformação de se tornar uma escada. Mas você parece fazer pouco caso ou não querer me acompanhar. Então me parece sensato parar por onde estamos.
E seguir... sozinho.
Ou não...

29 outubro 2008


Choram os espelhos


E essas crianças que choram de olho no espelho
Choram em desespero e lamento árduo
Choram de dor, saudade e convicção
Deparam-se com essa triste ilusão
Que as agride de forma sublime
Que agride seus corações
Presas às couraças corporais
Prisioneiros da boa educação imposta
E de conceitos infiltrados
São os prisioneiros e os carcereiros
Essas crianças não mais de olho no espelho
Absortas em seus pensamentos
Esquecendo-se da lei da alegria e
Do sorriso do palhaço
Sofrem os carcereiros de si
Choram sem esperança
Esquecendo, bem lá no fundo,
Sua criança

05 setembro 2008


Janelas Vazias

Ele sentia um vazio, uma sensação profunda de ser corroído por um vácuo. Lembrava de tudo o que passara e a sensação aumentava. Não sabia ao certo porque se sentia assim, talvez fosse só um vazio passageiro sem causa aparente, talvez fosse medo, talvez fosse saudade. Fosse o que fosse. O que era ele não sabia. Ficava olhando as luzes da cidade pela janela e pensava que seu vazio refletia o vazio da cidade. Comparava. Olhava aquele mar negro de pontos luminosos e acreditava consciente do egoísmo, que o que sentia era pior do que o que os demais desse mar sentiam. E construía pensamentos que defendiam essa crença obscura, acreditando que seu vazio refletia o vazio da cidade em conjunto, mas não individualmente. Tentava imaginar o que as pessoas faziam naquela hora, numa cidade como aquela. Lembrou de todas as casas noturnas, bares e similares, pensou também nas possíveis festas em casas, apartamentos e etc. Percebeu que o que levava a maioria dessas pessoas a esses locais era a solidão, por mais que aparentassem se divertir, e alguns realmente se divertiam, mas a maioria quer fugir da solidão.
Foi só então que percebeu...

19 março 2008


“Espelho, Espelho meu...

Para Deborah Bapt

... Existe alguém mais belo do que eu?”, e o espelho respondeu: “Isso importa?“. “Não importa?”, mais intrigado perguntei, responde novamente o espelho: “Procure dentro de si para achar as questões que realmente importam e lá ainda encontrará as respostas.”.

Tantas perguntas e tantas respostas encontrei e o mais incrível era perceber que por vezes as questões se repetiam e encontravam novas respostas. E óbvio que para novas perguntavas viriam velhas respostas.

Foi então que dentre estas idas e vindas dialógicas que percebi que precisava encontrar um novo jeito de “amar”, assim entre aspas porque não sei ao certo se era isso, talvez fosse relacionar-me, mas enfim algo do gênero. Percebi que precisava deixar mais livre, para ter retorno, esperar menos, criar menos expectativas, para que aquilo que viesse fosse uma grata surpresa. Por que o esperado dificilmente viria, mas o que viesse poderia ser ainda mais prazeroso e gratificante. Ter menos ciúmes, pois este não me traria nada a não ser dor para mim mesmo. Difícil? Muito, mas ainda sim necessário.

Porque percebi também que o cotidiano me desgasta, anseio pelo novo, pela mudança, e se obtivesse aquilo que eu insistia em me fazer crer que queria tanto, talvez enjoasse e dispensasse. Então não seria justo com outrem que acabaria vítima de meus caprichos. Deixar-se seduzir por mim, realizar minhas vontades, para em seguida ver-se só, triste e vítima dessa minha loucura da busca pelo novo.

Talvez então buscar essa nova forma de relacionar-me e de vencer aquilo que me parece imposto pelo corpo social, as “regras”, tão já enraizadas em mim, seja a solução. O duro é identificar-me com certas regras, é parecer que elas são os meus desejos, daí fica difícil superá-las. Como se supera uma vontade em prol de um ideal? Como segurar um impulso, respirar, e lembrar-se de que numa reflexão sobre si concluiu-se que era melhor outro caminho, levando em conta características que não têm a ver com aquela simples vontade momentânea? Como reagir quando simples vontades não são atendidas, como encontrar serenidade quando sentimentos intensos afloram, para mesurá-los e encontrar uma ação/resposta pertinente?

Tantas perguntas que encontram respostas, mas que voltam a ser perguntadas e re-respondidas, por respostas que levam às mesmas perguntas, porque provém de circunstâncias vividas. Tantas perguntas. Tantas.

“Qual o segredo do labirinto?”, perguntou Alice. E o Rei respondeu: “Você começa pelo começo, passa pelo meio e quando chegar ao final... Você PARÁ!”