08 julho 2010

      

Eis que o menino que era tão cheio de palavras, ficara desprovido
delas. Uma ausência na mente, um nó na garganta, uma suspensão no
coração!!

25 junho 2010

 Na falta de palavras melhores sempre achei melhor copiar, citar na verdade. Por que se alguém já disse melhor do que eu por que eu me atreveria a tentar inventar? E o bom das palavras é isso, nos apropriarmos das dos outros, emprestarmos as nossas, para que todos se expressem e para que ganhem novos significados.

 Hoje, "roubo" o post da minha querida e saudosa amiga Carol Burnier, que está na Espanha!


E algumas vezes apavorante. O mundo vem como uma onda. Decidi que não quero frear nada mais, quero sentir tudo, viver tudo. Não será sem medo, o medo sempre vai estar ali, mas eu quero. Eu quero tudo. Quero ser enorme, quero devorar tudo e todos. Quero perseguir dragões, quero ser o fim do mundo. Quero ser engolida pela floresta, quero viajar até o coração das trevas. Eu quero tudo. Quero arder. Ainda que o fogo me consuma inteira, ainda que eu saia com a pele coberta de cicatrizes, ou que restem apenas cinzas. Eu quero arder.

http://celta.blogspot.com/2010/06/its-dark-out-here.html

12 junho 2010

                                                                 

                                                               De Silêncios

 Hoje calei. Dúvidas e anseios. Dores. Não dessas profundas e dilacerantes. Pequenas. Feridas. E por isso piores.
 Sombras que pairavam no ar, se insinuavam. Davam medo por que não eram concretas, e por tanto com elas não se podia lidar. Com sombras não se lida. Se cala.
 Se eu tivesse objeto eu poderia lidar, com o concreto se lida. Mas com o efêmero?
 E essas pequenas sombras a se somar e formar um tormento. A turvar a visão. A razão.
 E mesmo tentando lidar com elas. Novas surgem, por que cada ação tem uma reação, e sei o que acontece se eu puxar determinadas cordas. E não quero que me acusem de puxar sempre as mesmas cordas, ou as cordas que resultariam no mesmo.
 Então só elucubrando, sem poder ou sem saber que corda puxar. Sem ter, ou saber, ou poder, o que falar.
 Calei.

30 abril 2010

                                                                        
         Shoshana

 Gosto do seu sorriso
 Desse jeito dengoso
Gosto destes pêlos revoltos
Gosto do som do seu miado, do timbre
Gosto quando mia pra mim
De te ter perto
Mesmo que em silêncio me olhando
Ou só ao me lado dormindo
Da nossa cumplicidade
Dos nossos momentos juntos
E das brincadeiras também
De que me peças colo
E como me olha por fim
Gosto de te ter pra mim

24 abril 2010


Dessa Arte de Presentear
                                                    Para meu primo Marcelo

Eu quis te dar um presente
Que fosse diferente
Mas sem errar
Já te dei presente que sabia que ia gostar,
Por te conhecer
Já te dei presente por que queria que você conhecesse
Arrisquei em Dionísio
Para que a esta nova fase pudéssemos brindar
Me enternece ao ver que meus presentes, acabam por te agradar
Mas você bem sabe que não há presentes suficientes para te agradecer.
Só me resta dizer...
Que para sempre vou te amar
E este simples “poeminha” escrever

15 abril 2010

Da Série Queria Ser um X-Men 3: Visão!
Para Daniel Monteiro

OK! Eu sei, Visão não é x-men. Nunca foi. Era um Vingador. Mas isso não vem ao caso. A série é para eu poder divagar como seria ter certos poderes.

Visão, dentre outras, tem a habilidade de controlar sua densidade molecular. E Sempre achei esse um dos poderes mais interessantes. Poder ficar intangível como um fantasma, ou duro como um diamante.
Na forma fantasma poderia voar, pois ficaria muito leve, e economizar em transporte; atravessar paredes e nunca mais gastar dinheiro com chaveiro ;)
Duro como diamante, pra não ter mais medo de assalto e tiroteio. Ia ficar corajoso que só vendo!!
E pra mim, poderia ainda ficar invisível.... e nem sei se é publicável tudo o que eu faria se pudesse ficar invisível!!! Só sei que alguns amigos ficariam mais surpresos comigo surgindo do nada e diriam em coro: “Mestre Dos Magos!!”
Mas essa é outra história, hehe!!

03 abril 2010


Perder-se ao Olhar-se

Estava aturdida, assustada e... temerosa. Acho que temerosa é a palavra certa, pois não havia medo. Medo não. Talvez por uma estranha certeza de que tudo acabaria bem, ou esperança. Ou talvez ainda, por que naquele momento não houvesse nada para se ter medo.
Mas não havia como voltar por onde eu tinha vindo e eu precisava seguir em frente. Sempre se precisa ir em frente. “Sempre se precisa ir além de qualquer palavra ou qualquer gesto”, alguém havia me dito.
Então resolvi seguir por um túnel que havia à minha frente. Até chegar a uma pequena, minúscula entrada, pela qual entre idas e vindas e inúmeras tentativas, consegui passar.
Tive a certeza de que acertei ao não ter medo. Estava livre. Livre? Sem ter voltado. Sem me entregar.
Não mais pressa. Mas em algum lugar que não conhecia (o que me pareceu deveras inusitado, como poderia haver um lugar tão desconhecido, perto de um outro que eu tão bem conhecia?), sai perambulando, para tentar me encontrar.
E acabei encontrando tanta figuras inéditas, desconhecidas também, gente que pensava diferente, que falava sem ornar; gente simpática, que falava em enigma; gente que gostava de mandar, gritar; outros que só conseguiam obedecer; e quem gostava de questionar.
Uma grande sorte de “gentes”!
E no final das contas me encontrei, e voltei pra casa. Sem retroceder.
 Nunca!

19 março 2010




Sobre Esses Nobres Jovens em Brancos Cavalos
                                                                                                                                 para Thaís Lopes

Chegou assim num cavalo branco me socorrendo de um perigo qualquer, de um mal. Levou-me pro seu castelo, cuidou pessoalmente de minhas feridas e como geralmente acontece acabou por apaixonar-se por mim, e eu por ele.
Sempre charmoso, com seu lindo sorriso, conquistava meus amigos, e a mim ainda mais. Um brilho nos olhos ao me olhar, sempre esse brilho no olhar. Me admirava, respeitava, me queria sempre por perto... E eu também. Cuidava de mim como nenhum outro, me admirava como nenhum outro, se orgulhava.
Tinha horas em que eu pedia para que me beliscasse, na certeza de que iria acordar, mas ao abrir os olhos ele continuava ali, e os olhinhos brilhando!
Eu pedi pra me deixar levá-lo para além dos muros do castelo, e ele se deixou levar sem se preocupar com o que sua mãe, a Rainha acharia ou diria, me deixou mostrar um mundo de novas coisas, sensações, experiências.
Era sempre tão gentil, carinhoso, amoroso...
Como toda a princesa moderna eu me perguntava até quando iria durar, quando ele conseguiria ver meus defeitos, minhas falhas e sua admiração, paixão, ruir.
 Eu cada vez que o olhava, analisava, só o admirava mais, gostava mais, descobria novas pequenas coisas para admirar, amar.
Mas cada vez mais eram novas vivências, novos planos, e o brilho lá.
Até o dia em que cai da cama, acordei com o susto, olhei em volta para ver se o encontrava...
E como era de se esperar...
Ele estava lá, meu príncipe encantado de carne e osso!

02 fevereiro 2010


“É bom Olhar para trás...”

“... e admirar a vida que soubemos fazer...”

Um amigo da Lian propôs, ela entrou na brincadeira, e também topei! A Regra é re-lembrar momentos. Vamos?

1 semana atrás (janeiro de 2010): Última Temporada de Avenida Q no Canecão com quase toda o Elenco original, fechando um ano! Fechar Ciclos não tem preço!
1 mês atrás (dezembro de 2009): Natal e Ano Novo em Nova York, vendo todos os musicais que conseguisse, Dreams Do come true!!
6 meses atrás (julho de 2009): Temporada de Avenida Q no Rio entrando em seu final e eis que conheço a pessoa que ia mudar a minha vida!
1 ano atrás (janeiro de 2009): Ensaios de Avenida Q, descobertas, re-encontros, confusão , rs! Processo!
2 anos atrás e meio atrás (julho de 2007): Aprovado na Audição de “Os Produtores”, 1º Musical da Broadway, mudança de cidade, mudança de vida!
5 anos atrás (janeiro de 2005): Em Porto Alegre, Família, segurando as pontas, “se esconder para se re-encontrar?”
10 anos atrás (janeiro de 2000): Em São Paulo, onde estou agora, fazendo Pop By Gawronsky, com um diretor que admiro absurdamente, conhecendo Rodolfo, meu amigo Fã número 1 de Caio F. A., recebendo a noticia que passei para a faculdade de teatro, sei lá... mil coisas!!

18 janeiro 2010

Novas Vivências, Velhos Fantasmas
para Carol Lemos,Maysa Mundim,Deborah Bapt, Morena Cattoni, Rodolfo Lima.


PARA SER LIDO IMAGINANDO UMA LINDA MULHER, DE TRAÇOS FINOS E FORTES, NEGROS CABELOS CURTOS SEGURANDO UMA TAÇA DE VINHO E UM CIGARRO ACESO.

AFF! Como sou estúpida, caindo mais uma vez nessa armadilha!! Apaixonei-me. Outra vez.
O problema em si não é essa coisa da paixão e tal, não! É mais uma vez essa via de mão única, essa passagem só de ida, esse dar-se unilateral.
Sim, sim! To tentando segurar minha onda. Óbvio que houve alguma resposta, algum indício de um mínimo de interesse, por que você me conhece, se não num rolava.
Mas começo a sentir aquela coisa crescendo, se espalhando por dentro de mim, vontades. Aquelas pequenas obsessões, todas aquelas coisas que havia me prometido. Não Mais.
Mas a coisa ainda tênue, branda, o melhor agora é encontrar uma maneira de curti-la, mudar resposta aos impulsos, apreciá-los, vou curtir como uma coisa só minha, um prazer só meu. Tipo pequenos vícios, saca?
E me convencer a não criar expectativas e ser grata pelas pequenas surpresas que vem! Tarefa difícil.

Vou voltar pra minha taça de vinho, pro meu cigarro... E celebrar!

13 dezembro 2009

                                                                Você Tem Fome De Que?


Outro dia você me perguntou do que eu tinha medo. Do que eu tinha tanto medo.
Medo de me entregar? Não, já to entregue. Totalmente.
Tenho medo do que está por vir. Medo de que daqui a um tempo você não me ache engraçado. Mas irritante, egocêntrico, carente, querendo ser O centro das atenções, e talvez seja verdade.
Medo de descobrir que você não é quem eu acho que você seja, como já descobri tantas vezes.
Medo de descobrir seus segredos, podres, os esqueletos no seu armário, por que todos têm. Medo de que você descubra os meus... Por que tenho tantos...
Por que as coisas que no começo são fascinantes se tornam irritantes.
Por que as coisas que no começo parecem fascinantes, sempre acabam por tornarem-se excruciantes.
Por que a vida tem me provado assim...
Por que, por mais que eu queira acreditar que com a gente vai ser diferente, a vida me prova que não vai! Por que todos acham, e é sempre igual! Não que isso seja um problema... Mas pode ser....
Por que todo mundo tem medo do que esta por vir...
Só que eu não sou mais tão jovem, tão ingênuo, não posso dizer que eu não sabia e que não dava pra prever...
Por que eu sou desgraçadamente racional e pessimista certas horas, e traço na cabeça todas as possibilidades e variantes... Pra bem e pra mal. E isso assusta! Pergunte a qualquer um!
Por que tem horas que acho que posso te falar tudo, mas posso mesmo? Você vai mesmo me entender, me perdoar? Continuar sempre igual apesar de tudo?
Por que contos de fadas só acabam com “felizes para sempre”, por que a frase vem logo depois do casamento, mas a gente nunca leu o que aconteceu depois que o Mocinho ficou um tempo casado com a Mocinha....
Por que por mais que eu saiba que estás desesperadamente querendo saber tudo sobre mim, saber o que eu vivi e tudo mais... Será que não faz diferença? Isso é bom?
Por que eu analiso a vida de todo mundo, empiricamente, e o resultado nunca é bom...
Mas ainda assim quero... Quero me queimar... que doa, mas que seja doce... E que seja eterno, enquanto dure!

07 novembro 2009

Dessa vez era diferente. Não havia aflição. Não havia confusão, dor. Só serenidade.
Por que Havia certeza!

26 setembro 2009


Usurpado

E agora você vai alçar novos vôos, procurar novos rumos. E agora outrem vai te incentivar e te apoiar para que possas realizar aquilo que desejas. Para que possas se tornar tudo aquilo que deves.
E dói.
Dói saber que outrem vai dizer as mesmas coisas que eu disse, dar os mesmos conselhos que eu – ou melhor, que outrem disse e deu, - como se fossem inéditos. Dói mais saber que os ouviu como se fosse pela primeira vez.
Dói, por que este outrem é que irá celebrar as pequenas conquistas, vibrar a cada passo, cada degrau. Este outrem que se encherá de orgulho, que saboreará a vitória, como se também a pertencesse, que olhará para trás e terá seus olhos cheio de lágrimas ao perceber a estrada e a evolução.
Mais ainda ao imaginar-te ter gratidão a alguém que tanto me usurpa.
Te desejo felicidade e plena realização.
Mas dói tanto saber que outrem viverá, aquilo que mais sonhei.


Esse texto é um meme proposto por Isa Sousa. A idéia é escrever um texto como se rompesse com alguém. Regras do meme: 1) Escrever uma carta como se estivesse rompendo com seu namorado. 2) Escrever estas regras e uma breve explicação do que é o meme. 3) Indicar cinco pessoas
Recebi o convite da Lian e atendi de bom grado... mas como sou confuso, acho q ficou mais com cara de um Término do que uma carta onde rompo, mas tá valendo, né? Espero que as pessoas que eu indicar também gostem da idéia e se divirtam. São elas: Lari, Vini Cruxen,Fábio, Tatiana e Sabrina.

15 setembro 2009


Além das Tardes... ou O Príncipe Emurado

Quando nascera seu primeiro filho a Rainha embevecida pela beleza de seu primeiro rebento, tratou de pedir que os criados erguessem um muro para protegê-lo das agruras do mundo. Talvez por precaução, receio, ciúmes, super-proteção, vai saber.
Não se faz necessário dizer que o pequeno príncipe era a razão de viver dela, e por tanto o mimava com todas as regalias e atenções que podia dispensar.
O príncipe foi crescendo, cada vez mais bonito e sempre encantador. Alegre, sorridente e educado. Ao contrário do que se podia imaginar não cresceu com afetações pelos mimos de sua mãe. Mas obviamente eram muito próximos e ligados.
Do alto de seu quarto o príncipe podia avistar o mundo lá fora, para além do muro e admirá-lo. Porém jamais havia saído daquele muro que o mantinha ali, seguro, junto ao seio e os olhos maternos.
Certa tarde, uma camponesa andava distraída pelos campos que ficavam entre seu vilarejo e os muros do castelo e pela primeira vez avistou o príncipe, ficara aturdida com sua beleza, seu sorriso aberto, franco, luminoso. O príncipe por sua vez também se interessara pela camponesa, seu espírito alegre e jovial.
Num ímpeto, o príncipe correra até o muro para falar com a camponesa. Palavras, risadas, coincidências, apesar de pouco crível, encontravam paralelos, gostos em comum, mesmo com vivências tão díspares. Ainda que talvez, um se identificasse com coisas dos outro que se quer suponham, por vezes não eram recíprocas, ou óbvias, eram bastante subjetivas.
Outras tardes vieram, outras conversas, mais risadas. A rainha gostava da camponesa, percebia sua boa índole e não notara que o príncipe havia feito um pequeno buraco no muro por onde, príncipe e camponesa, podiam se ver, escutar melhor... Aproximar-se?
Outras tardes, outras conversas, mais risadas... E a camponesa começava a ficar aflita com aquele muro a separá-los. O príncipe preocupado, perguntou o que a afligia, ao que ela respondeu:
“Queria poder derrubar esse muro, mas você não me permite. Queria levá-lo para novos lugares, situações e experiências que você desconhece. Sensações. Mas você não quer, não se permite.
Por mais que me doa dizer isso, eu vejo que você deseja viver outras coisas que não aquelas que sua mãe planejou para você, mas seu amor e devoção a ela não te deixam...
Queria poder te fazer enxergar que todas essas coisas e essas pedras que você ergueu, vão te impedir de uma vivência mais plena. Mas você não quer.
Te fazer perceber que não quero machucá-lo, que podemos descobrir um novo jeito de nos amarmos, sem que deixes de ser Tu, Uno, sem que tenhas que ferir seu vínculo com a rainha. Mas você...
E tudo o que me resta é voltar sempre às tardes, e conversar e rir e estar aqui quando você precisar. E torcer que aos poucos você aumente esta fresta no muro, até que me deixe entrar.
Enquanto isso estarei aqui...
Você me permite?”

03 setembro 2009


Da Série: Queria Ser um X-MEN 2

Lógico que em algum ponto chegaria alguém e cogitaria quando o mais famoso dos X-men apareceria por aqui. Se eu seria o único ser humano a não me “identificar” com ele, ou alimentar o desejo de ser um pouco como ele. Em verdade acho que seu grande apelo é esse misto explícito de homem-animal, e que não leva desaforo pra casa, responde na lata e cai matando sem dó nem piedade, que obviamente todos temos em nosso íntimo, sejamos nós pessoas esquentadas que partem pra briga, e principalmente, se somos calmos e fugimos de uma briga, mas no íntimo sempre nos perguntamos por que não reagimos e etc.
Mas o fato é que realmente, o carcaju, mais conhecido como Wolverine, nuca foi um dos meus personagens favoritos. Mas sabendo que ele poderia causar certo interesse, resolvi postar logo por aqui sobre o mais popular dos X-Membros.
Fator de cura é obviamente a habilidade que primeiro me ocorre. Não mais ficar gripado, menos ainda ter medo da prima suína, nada de dores, inflamações infecções, seria ótimo, né? Fora que, já que o fator de cura ajuda Logan a permanecer jovem por que quer manter o corpo saudável, então de brinde ainda vem a despreocupação se algum terei de usar creme anti-rugas ou qualquer coisa assim, sei que para mulheres esse poder seria uma mão na roda!
E as famosas garras também teriam sua utilidade na vida real. Rio de Janeiro você é abordado por um assaltante na rua, SNIKT! Garras a mostra e o sujeito te deixa em paz, se ele está com faca ou peixeira, só de você ter seu canivete embutido já tira ele do eixo com a surpresa. (e eu particularmente adoro a idéia de três garras, você saca duas bem perto do rosto do cidadão, e ameaça tirar a terceira, quase sádico eu sei, mas divertido, né?). Mesmo que o ladrão tivesse uma arma de fogo, SNIKT! Corta o cano da arma e pronto ele está indefeso.

Ai, ai! Seria ou não seria uma... Garra na roda?

Sentidos aguçados deve ter suas vantagens, mas só de pensar em sentir odores indesejados de vizinhos pouco afeitos à banhos, em barulhos na madrugada, ou de transito diurno a atrapalhar meu sono... não obrigado!

25 agosto 2009


QUANDO TODOS SOMOS PINÓQUIOS

Estranhamente todas as relações me parecem mentira... Você não me ama tanto quanto te amo... Não sou tão especial pra você. Assim como os que me tem por especial pra eles, não são especiais pra mim. As conexões especiais que acreditamos ter com outros só existe pra nós e não pra esses outros.....


A vida é uma mentira!

15 agosto 2009



EQUAÇÃO SEM RAZÃO



Depois da nossa conversa de hoje muitas coisas estão rondando minha cabeça... Coisas que deixei de dizer... Achei que eram melhor não... "por que existem coisas terríveis que precisam ser ditas? " Né?, Mas o fato é que elas aqui ficaram, e o mais estranho é que de alguma forma me parece ainda, que agora, depois de tudo eu deveria ter falado ... Ou não! Será você a pessoa pra quem eu possa falar todas essas coisas???

Pior é eu não saber se amanhã as falarei, por vontade mesmo, ou por me ocorrer...

Acho que o que quero dizer... que quase me revelei por completo e tive receio... Sempre temos!!! E ainda não sei se devo me revelar mesmo, apesar de ter te dado um vislumbre... Ou -não sei- se nunca devemos nos revelar a qualquer um, me faço claro? (quando digo me faço claro é por que as palavras nunca parecem suficientes pra expressar as sensações, não concorda?). Se devemos ser secretos pra sempre, pra nós mesmos! Se há coisas que pertencem só a nós e nunca dividirmos com outrem.
Mas sem nos dividirmos, que graça a vida tem?

30 julho 2009


...

Não sabia nomear aquilo que se formava em seu íntimo. Talvez por receio de experiências prévias. Tinha cautela. Escolhia cuidadosamente palavras. Se esforçava em equacionar aquilo que se formava e fatores mais tangíveis, como tempo, vivências, fatos. Mas se indagava se isso era possível. Receio de que se não houvesse controle, não se segurasse, acabasse por se machucar. Tentava equilibrar esses fatores ... E acabava sem saber que resposta dar.

28 julho 2009


Alva como a...

para Maysa Mundim


Havia um certo prazer em ficar ali mudo só te ouvindo falar, insuspeitadamente, já que geralmente era mais do silêncio e deixava as palavras pra mim. E no meio das frases ter um relance do desbundante sorriso em seu rosto, perfeita harmonia entre lábios e dentes, anseios a incitar.
Falava pouco, mas sorria muito e com prazer. Aliás, esse falar pouco se tornou questionável depois. Talvez no começo tenha parecido assim, mas com um pouco mais de intimidade, mudou o quadro.
E era gostoso estar ouvindo sua voz assim... Grave, porém doce, ou seria aguda e rouca como a de Paula? Não sabia definir. Mais gostoso ainda ouvir sua gargalhada, sonora, cheia, com vontade. Felicidade.
E os cabelos negros, belos. Sedutores. Em contraste com a pela alva, criando um mistério.
Tantos mistérios eu queria desvendar. Me permite? Eu pensava, buscando resposta em seu olhar, sem obter.
Passar de tempo, mais intimidade, conhecer melhor, curiosidades, temperamentos, levando a novas perguntas, novos anseios...

... no fim só a certeza de que não quero te machucar, ao contrário. E você?
Quer me saciar?

14 julho 2009


SÉRIE: QUERIA SER UM X-MEN

Como bom fã de história em quadrinhos (HQ`s) que sou, volta e meia divago sobre o personagem que gostaria de ser, ou que poder gostaria de ter. E obviamente a resposta varia de tempos em tempos, necessidades, momentos.
Inusitadamente hoje me ocorreu, que na atual conjuntura, queria ser o homem múltiplo. Bater os calcanhares e criar cópias de mim, pra fazer as coisas que quero ou preciso. Eu? Ficaria na cama, veria filmes, essas coisas.
Um “eu” iria pra praia, quero/preciso me bronzear. Outro iria à academia, de repente até três iam, um malha peito, o outro ombro, o outro tríceps, e assim por diante. Eles voltam pra casa e pronto, estou sarado e moreno. Um “eu” para coisas burocráticas, outro pra fazer tarefas no computador enquanto vejo peças e saio com amigos.
Agora me dou conta de como seria incrível mesmo, enquanto faço a peça – porque não vou correr o risco d mandar uma cópia no meu lugar e vai que é uma que não sabe as marcas e texto?? – um “eu” vai assistir as peças que quero ver e estão no mesmo horário, filmes. AH! Daria tempo pra tanta coisa.
Não perderia mais aulas de dança, as que são de manhã então... Era só mandar a copia.
E no fim só reabsorve-las e tudo o que elas fizeram passa para o “Eu” original.

Como dizem... Sonhar não custa...