07 Novembro 2009

Dessa vez era diferente. Não havia aflição. Não havia confusão, dor. Só serenidade.
Por que Havia certeza!

26 Setembro 2009


Usurpado

E agora você vai alçar novos vôos, procurar novos rumos. E agora outrem vai te incentivar e te apoiar para que possas realizar aquilo que desejas. Para que possas se tornar tudo aquilo que deves.
E dói.
Dói saber que outrem vai dizer as mesmas coisas que eu disse, dar os mesmos conselhos que eu – ou melhor, que outrem disse e deu, - como se fossem inéditos. Dói mais saber que os ouviu como se fosse pela primeira vez.
Dói, por que este outrem é que irá celebrar as pequenas conquistas, vibrar a cada passo, cada degrau. Este outrem que se encherá de orgulho, que saboreará a vitória, como se também a pertencesse, que olhará para trás e terá seus olhos cheio de lágrimas ao perceber a estrada e a evolução.
Mais ainda ao imaginar-te ter gratidão a alguém que tanto me usurpa.
Te desejo felicidade e plena realização.
Mas dói tanto saber que outrem viverá, aquilo que mais sonhei.


Esse texto é um meme proposto por Isa Sousa. A idéia é escrever um texto como se rompesse com alguém. Regras do meme: 1) Escrever uma carta como se estivesse rompendo com seu namorado. 2) Escrever estas regras e uma breve explicação do que é o meme. 3) Indicar cinco pessoas
Recebi o convite da Lian e atendi de bom grado... mas como sou confuso, acho q ficou mais com cara de um Término do que uma carta onde rompo, mas tá valendo, né? Espero que as pessoas que eu indicar também gostem da idéia e se divirtam. São elas: Lari, Vini Cruxen,Fábio, Tatiana e Sabrina.

15 Setembro 2009


Além das Tardes... ou O Príncipe Emurado

Quando nascera seu primeiro filho a Rainha embevecida pela beleza de seu primeiro rebento, tratou de pedir que os criados erguessem um muro para protegê-lo das agruras do mundo. Talvez por precaução, receio, ciúmes, super-proteção, vai saber.
Não se faz necessário dizer que o pequeno príncipe era a razão de viver dela, e por tanto o mimava com todas as regalias e atenções que podia dispensar.
O príncipe foi crescendo, cada vez mais bonito e sempre encantador. Alegre, sorridente e educado. Ao contrário do que se podia imaginar não cresceu com afetações pelos mimos de sua mãe. Mas obviamente eram muito próximos e ligados.
Do alto de seu quarto o príncipe podia avistar o mundo lá fora, para além do muro e admirá-lo. Porém jamais havia saído daquele muro que o mantinha ali, seguro, junto ao seio e os olhos maternos.
Certa tarde, uma camponesa andava distraída pelos campos que ficavam entre seu vilarejo e os muros do castelo e pela primeira vez avistou o príncipe, ficara aturdida com sua beleza, seu sorriso aberto, franco, luminoso. O príncipe por sua vez também se interessara pela camponesa, seu espírito alegre e jovial.
Num ímpeto, o príncipe correra até o muro para falar com a camponesa. Palavras, risadas, coincidências, apesar de pouco crível, encontravam paralelos, gostos em comum, mesmo com vivências tão díspares. Ainda que talvez, um se identificasse com coisas dos outro que se quer suponham, por vezes não eram recíprocas, ou óbvias, eram bastante subjetivas.
Outras tardes vieram, outras conversas, mais risadas. A rainha gostava da camponesa, percebia sua boa índole e não notara que o príncipe havia feito um pequeno buraco no muro por onde, príncipe e camponesa, podiam se ver, escutar melhor... Aproximar-se?
Outras tardes, outras conversas, mais risadas... E a camponesa começava a ficar aflita com aquele muro a separá-los. O príncipe preocupado, perguntou o que a afligia, ao que ela respondeu:
“Queria poder derrubar esse muro, mas você não me permite. Queria levá-lo para novos lugares, situações e experiências que você desconhece. Sensações. Mas você não quer, não se permite.
Por mais que me doa dizer isso, eu vejo que você deseja viver outras coisas que não aquelas que sua mãe planejou para você, mas seu amor e devoção a ela não te deixam...
Queria poder te fazer enxergar que todas essas coisas e essas pedras que você ergueu, vão te impedir de uma vivência mais plena. Mas você não quer.
Te fazer perceber que não quero machucá-lo, que podemos descobrir um novo jeito de nos amarmos, sem que deixes de ser Tu, Uno, sem que tenhas que ferir seu vínculo com a rainha. Mas você...
E tudo o que me resta é voltar sempre às tardes, e conversar e rir e estar aqui quando você precisar. E torcer que aos poucos você aumente esta fresta no muro, até que me deixe entrar.
Enquanto isso estarei aqui...
Você me permite?”

03 Setembro 2009


Da Série: Queria Ser um X-MEN 2

Lógico que em algum ponto chegaria alguém e cogitaria quando o mais famoso dos X-men apareceria por aqui. Se eu seria o único ser humano a não me “identificar” com ele, ou alimentar o desejo de ser um pouco como ele. Em verdade acho que seu grande apelo é esse misto explícito de homem-animal, e que não leva desaforo pra casa, responde na lata e cai matando sem dó nem piedade, que obviamente todos temos em nosso íntimo, sejamos nós pessoas esquentadas que partem pra briga, e principalmente, se somos calmos e fugimos de uma briga, mas no íntimo sempre nos perguntamos por que não reagimos e etc.
Mas o fato é que realmente, o carcaju, mais conhecido como Wolverine, nuca foi um dos meus personagens favoritos. Mas sabendo que ele poderia causar certo interesse, resolvi postar logo por aqui sobre o mais popular dos X-Membros.
Fator de cura é obviamente a habilidade que primeiro me ocorre. Não mais ficar gripado, menos ainda ter medo da prima suína, nada de dores, inflamações infecções, seria ótimo, né? Fora que, já que o fator de cura ajuda Logan a permanecer jovem por que quer manter o corpo saudável, então de brinde ainda vem a despreocupação se algum terei de usar creme anti-rugas ou qualquer coisa assim, sei que para mulheres esse poder seria uma mão na roda!
E as famosas garras também teriam sua utilidade na vida real. Rio de Janeiro você é abordado por um assaltante na rua, SNIKT! Garras a mostra e o sujeito te deixa em paz, se ele está com faca ou peixeira, só de você ter seu canivete embutido já tira ele do eixo com a surpresa. (e eu particularmente adoro a idéia de três garras, você saca duas bem perto do rosto do cidadão, e ameaça tirar a terceira, quase sádico eu sei, mas divertido, né?). Mesmo que o ladrão tivesse uma arma de fogo, SNIKT! Corta o cano da arma e pronto ele está indefeso.

Ai, ai! Seria ou não seria uma... Garra na roda?

Sentidos aguçados deve ter suas vantagens, mas só de pensar em sentir odores indesejados de vizinhos pouco afeitos à banhos, em barulhos na madrugada, ou de transito diurno a atrapalhar meu sono... não obrigado!

25 Agosto 2009


QUANDO TODOS SOMOS PINÓQUIOS

Estranhamente todas as relações me parecem mentira... Você não me ama tanto quanto te amo... Não sou tão especial pra você. Assim como os que me tem por especial pra eles, não são especiais pra mim. As conexões especiais que acreditamos ter com outros só existe pra nós e não pra esses outros.....


A vida é uma mentira!

15 Agosto 2009



EQUAÇÃO SEM RAZÃO



Depois da nossa conversa de hoje muitas coisas estão rondando minha cabeça... Coisas que deixei de dizer... Achei que eram melhor não... "por que existem coisas terríveis que precisam ser ditas? " Né?, Mas o fato é que elas aqui ficaram, e o mais estranho é que de alguma forma me parece ainda, que agora, depois de tudo eu deveria ter falado ... Ou não! Será você a pessoa pra quem eu possa falar todas essas coisas???

Pior é eu não saber se amanhã as falarei, por vontade mesmo, ou por me ocorrer...

Acho que o que quero dizer... que quase me revelei por completo e tive receio... Sempre temos!!! E ainda não sei se devo me revelar mesmo, apesar de ter te dado um vislumbre... Ou -não sei- se nunca devemos nos revelar a qualquer um, me faço claro? (quando digo me faço claro é por que as palavras nunca parecem suficientes pra expressar as sensações, não concorda?). Se devemos ser secretos pra sempre, pra nós mesmos! Se há coisas que pertencem só a nós e nunca dividirmos com outrem.
Mas sem nos dividirmos, que graça a vida tem?

30 Julho 2009


...

Não sabia nomear aquilo que se formava em seu íntimo. Talvez por receio de experiências prévias. Tinha cautela. Escolhia cuidadosamente palavras. Se esforçava em equacionar aquilo que se formava e fatores mais tangíveis, como tempo, vivências, fatos. Mas se indagava se isso era possível. Receio de que se não houvesse controle, não se segurasse, acabasse por se machucar. Tentava equilibrar esses fatores ... E acabava sem saber que resposta dar.