12 junho 2010

                                                                 

                                                               De Silêncios

 Hoje calei. Dúvidas e anseios. Dores. Não dessas profundas e dilacerantes. Pequenas. Feridas. E por isso piores.
 Sombras que pairavam no ar, se insinuavam. Davam medo por que não eram concretas, e por tanto com elas não se podia lidar. Com sombras não se lida. Se cala.
 Se eu tivesse objeto eu poderia lidar, com o concreto se lida. Mas com o efêmero?
 E essas pequenas sombras a se somar e formar um tormento. A turvar a visão. A razão.
 E mesmo tentando lidar com elas. Novas surgem, por que cada ação tem uma reação, e sei o que acontece se eu puxar determinadas cordas. E não quero que me acusem de puxar sempre as mesmas cordas, ou as cordas que resultariam no mesmo.
 Então só elucubrando, sem poder ou sem saber que corda puxar. Sem ter, ou saber, ou poder, o que falar.
 Calei.

6 comentários:

Anônimo disse...

Meu Deus... Como você sofre nesta vida em menino!

Uma certa Ana disse...

Um instante de silêncio às vezes nos poupa de anos de sofrimento. Mas quanto nos custa calar, não é mesmo??! Parabéns pela força!

Rosa Berg disse...

Gustavo, pelos poros transpira a sua alma. E eu descubro que o pulsar subjetivo dos sentimentos explode em qualquer tempo de nossa vivência. Parabens!

Lian Tai disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nádia Baldi disse...

Amore, o silêncio por vezes é melhor do que insistir na mesma tecla... Estamos aí, sentimos e isso é o que nos torna especiais...Te amo meu mano querido e SEMPRE estarei aqui para o que precisares!
Bjão com saudades!!

Lian Tai disse...

Precisando acionar a melhor amiga chinesa... estou perdida mas posso te ouvir elucubrar com prazer! ;)