07 março 2011


Esvaziar
Eu acho que tem uma coisa que você ainda não sabe e que eu preciso te dizer! Dói tanto ser descartado, assim que nem uma casca de banana que você já comeu. Aliás, ao dizer isso eu chego a simpatizar com as cascas de bananas, e me pergunto se não há uma maneira de reaproveitá-las, fazer um bolo, sei lá! Reciclar. Por que é tão triste você ser descartado, dispensado, como algo vil, algo que perdeu seu valor, sem importância.
É! É assim que eu me sinto agora, vil, sem valor ou importância, uma dessas coisas sem significado algum, incapaz de despertar uma memória, lembrança. Algo para se jogar no lixo. Sem possibilidade de reciclar. E chega a ser humilhante, e até digno de pena que eu chegue a dizer que me sinto sem possibilidade de reciclar! Mas...
Mas é nessas horas em que estamos sofrendo, curtindo uma fossa mesmo, que tudo toma proporções gigantescas, nos colocamos numa posição fragilizada que maximiza os fatos e nos faz sentir assim, trágicos.
O fato é que, é difícil aceitar certas coisas, é difícil ouvir sei que você ainda quer, ainda se importa, mas eu não.
Depois de tanto que eu investi, de tanta dedicação, esperanças, planos, sonhos ilusões, tentativas de compreensão, esforço para não ver os defeitos, esforço para aprender a amar os defeitos, tolerância, paciência, e coragem, sim, coragem para dizer coisas duras, coragem para dizer verdades difíceis ou para ocultá-las, compreensão e compreensão e mais compreensão... “porque eu compreendo tudo, compreendo sempre”...
É insuportável aceitar quem simplesmente “acabou”

3 comentários:

Lian Tai disse...

É triste quando as pessoas vão deixando de caber na vida das outras. Mas ainda acho que tem algo que não acaba. Saudades de você, Gu!

espelhosdeanecaroline disse...

Não ser mais importante para alguém, quando essa pessoa ainda tem um significado grande para você. É triste e difícil de aceitar.
Lindo o seu post adorei!

dea vianna disse...

então, se tem uma coisa que eu aprendi é que dedicação, compreensão, tolerância, paciência são exatamente as coisas erradas. isso se faz com filho. com amores, é a receita para o desastre. se estamos em equilíbrio, compartilhamos. caminhamos lado a lado. não é preciso tolerar porque há respeito mútuo. não há dedicação "ao outro", talvez dedicação a um projeto comum, nem que seja estar juntos por uma tarde. não há investimento, porque não há expectativa de retorno, porque quanto mais se dá, mais se tem. e acredito que, nesse caso, não acaba, apenas muda, sem dor, sem drama. acredito mesmo.