14 outubro 2010

                                                           Cabeça ao travesseiro

Às vezes eu sonho com você. Parece estranho, depois de certo tempo, que isso ainda aconteça. Mas acho que ainda não vi uma rotina com sua ausência. Bem, você nunca fez parte da minha rotina. Que rotina, meu Deus? Mas me referia à rotina que estabelecemos entre nós. De encontros ocasionais quando possíveis. Papos, cafés. E eram sazonais, mas significativos, especiais. E na correria do dia a dia, num decorrer de eventos, acabei por não sentir sua ausência. Mas me pergunto se agora ao acompanhar a rotina dos que nos cercavam, ela se fará mais presente.
Tua falta sinto muito. Sempre senti. É bem estranho que agora, um momento em que precisaria de um desses encontros, volte a encontrar alguns daqueles que nos cercavam na nossa “rotina”. Quase posso ouvir a conversa, só não escuto o que me respondes e isso é o que mais preciso, suas respostas. Depois que tanta coisa mudou, seria bom ter algo de “tradicional”. Então me pergunto se por isso os sonhos, se você me aparece em sonho para que eu tente ao menos imaginar o que me dirias.
Você me surge em sonhos... E eu queria te dizer... Mas também não posso...
Assim como não posso dizer Que sinto muito a tua falta. Que sou grato por tudo o que pudemos viver, pelo que me ensinou, e por me ajudar a me tornar a pessoa que sou...
Mas posso tentar...

Para Maria Helena sandri.

3 comentários:

Lian Tai disse...

O que é triste e ao mesmo tempo bonito é isso, as pessoas que passam pela nossa vida nunca passam. Beijo!!

]Laris[ disse...

"Tua falta sinto muito. Sempre senti."

às vezes me sinto assim...

amei :)

TatyannaFilipa disse...

Amei :)