19 agosto 2011



Promiscuidade Oca
                            Para Rodolfo Lima

 Eu queria te dizer de como essa vida é absurda! De como as pessoas são fúteis e vazias. Como no fim das coisas só o tamanho das pirócas e o quanto elas gozam ou quantas horas elas passam fudendo, importa! Ou os centímetros, sim os centímetros... importam... ou ainda o que elas podem te proporcionar... materialmente mesmo, socialmente... que retorno você trás. É isso que importa.. por quê se você não me oferece nada, não ganho nada com você e você não fode por horas, não tem uma piróca mítica digna de ser narrada, ou goza litros, PARA QUE PERDER MEU TEMPO COM VOCÊ?
 Por que trocas subjetivas estão fora de moda, caíram em desuso. A convivência com você me acrescentar algo? Construir algo juntos? Aprender com o outro? Troca? O que é isso tudo?
 E isso tudo me parece tão vazio!!! Nada disso importa. E então eu quero te alertar... que é esse mundo que você quer descobrir ... que é esse mundo q você vai vislumbrar e que é desse mundo que você quer fazer parte só pra NO FIM VOCÊ PERCERBER QUE NADA DISSO TE IMPORTA... POR QUE NADA DISSO É VOCÊ! MAS DE QUE ADIANTA? NÃO ADIANTA EU FALAR, POR QUE VOCÊ PRECISA VIVER, PARA VER POR SI SÓ, PARA PERCEBER POR SI SÓ, PRA CONCLUIR DE QUE O QUE VOCÊ PRECISA sou EU!
 PRA ENTÃO A PERGUNTA SER... AINDA É O POSSÍVEL?

03 agosto 2011

 Ás vezes me faltam as palavras, ou então alguém já expressou tão bem aquilo que eu gostaria de dizer que não se faz necessário dizer de outro jeito, por isso sou tão cheio de citações! Então na falta de algo melhor, copio...


Say goodbye
Not knowing when
The truth in my whole life began
Say goodbye
Not knowing how to cry
You taught me that
And i'll remember
The strength that you gave me
Now that i'm standing on my own
I'll remember
The way that you saved me
I'll remember
Inside i was a child
That could not mend a broken wing
Outside i looked for a way
To teach my heart to sing
And i'll remember
The love that you gave me
Now that i'm standing on my own
I'll remember
The way that you changed me
I'll remember
I learned
To let go
Of the illusion
That we can possess
I learned to let go
I travel in stillness
I'll remember happiness
I'll remember
And i'll remember
The love that you gave me
Now that i'm standing on my own
I'll remember
The way that you changed me
I'll remember
Now i'll never be afraid to cry
Now i finally have the reason why
I'll remember

06 julho 2011




Só queria uma coisa diferente. Inventada pela gente. Sem regras. Nossas regras. Que você me reinventasse. Que me tirasse os vícios. Nos re-inventarmos?
 Sua presença me traz paz. Calmaria. E meio que assusta pensar que não saberei das suas andanças. Entende? É que faz bem participar da vida de alguém! E tem qualquer coisa aqui. Ente nós. Que...
Então sejamos novos. Com novas regras. Sem leis. “Se é liberdade o que você quer, por que você quer fugir de mim?”

29 junho 2011


De se Estreitar para se Alargar
                                                                    

Dizem que os orientais têm mais sabedoria. Melhor filosofia. E começo a achar que sim.
Me deleito ao observar como as coisas decorrem, acho graça. Escrevo para desabafar, contrário ao bom senso, publico meu desabafo, e uma certa chinesa se identifica com meu desabafo. Nos encontramos para confabular, espelhar. Por que foi preciso sua identificação para que tivesse coragem de propor algo que considerei por meses e posterguei, por diversas razões. E no fim era o que eu precisava.
Eis que ao nos justapor re-encontrei meu centro, confirmei suspeitas, re-encontrei a clareza. Para uma gama de assuntos que nem entraram em cheque.
Obrigado pela ajuda, precisei estreitar bem os olhos para enxergar melhor! Nada como um chá oriental. Por que as vezes é preciso se estreitar para se alargar!

23 junho 2011


Amarras
                                Para Deborah Bapt

Eu preciso calar sua voz dentro de mim. Preciso não mais ouvi-la.  Preciso escolher me ensurdecer. Devo. A culpa não é sua. Cabe a mim a resolução. Tenho que parar de postergar. Mas temo. Não sei ao certo o porquê, mas temo. Temo escolhas. Não sei por que. Só temo. Talvez por não saber onde irão resultar. Mas preciso tenho devo ME devo, decidir me libertar.

08 junho 2011


Are there things better left unsaid?

 Engraçado, ultimamente tenho pensado em coisas que gostaria de te dizer, coisas que já deveria ter dito, depois achei que não, depois voltei a achar que sim, e voltei a achar que não...
Então você vem e questiona o meu silêncio.
E não são coisas íntimas, dessas que temos medo de confessar ou de expor e que acabamos por calar. Dessas que eu sempre acabo falando. Não são.
E que eu poderia te dizer, que eu diria para qualquer um, mas que não digo por que... Não sei, receio. Por que talvez fosse atravessar uma linha muito tênue. E tenho receio...
Mas nossas ultimas conversas voltam a me lembrar essas coisas. Então você vem e questiona o meu silêncio.
Que é muito perigoso se instituir certas verdades, por que elas podem acabar se tornando reais. E podem nos privar de viver coisas incríveis, experiências. E sei bem do que estou falando, também me institui verdades, e por vezes elas podem ser benéficas, mas por outras podem nos causar máculas que nem somos capazes de perceber. São aqueles momentos em que dizemos “nunca mais deixarei isso acontecer”, “vou ser assim a partir de agora”, “de agora em diante serei assim/farei assim/não deixarei que isso aconteça comigo...”; coisas assim.
São momentos em que pensamos tão fortemente “serei assim”, que acaba por se tornar uma verdade, quase absoluta. E por vezes essas verdades, leis, que instituímos para nós mesmos podem ser tornar perigosas, nos privar de viver uma série de coisas, ou tornar a vivência delas ainda mais difíceis. Mesmo que o que tenhamos em mente ao instituí-las seja o bem e alegria daqueles que amamos.
Que o bem e alegria daqueles que amamos não pode ser empecilho para nossa felicidade.
Que somente cada um pode viver sua própria história. E que ela nem sempre é vivida por nós.
Que a nossa vida é nossa para ser vivida, e não para ser vivida para os outros. No matter What.
Que quem nos ama, tem de nos amar por quem somos e como somos. E que nossas escolhas de vida não podem interferir nesse amor. Se nos amam como somos e por quem somos, nos amam não apesar de nossas escolhas, mas por causa delas, por que nossas escolhas são parte de quem somos. Me faço claro?
Que nem sempre aqueles que nos cercam precisam saber tudo que escolhemos.
Que estarei aqui, independente de qualquer coisa.
Que me desculpe se ao questionar meu silêncio, não era isso que queria ouvir.
E que...
... não derrubei todos os muros e nem mostrei todos os mundos.

07 março 2011


Esvaziar
Eu acho que tem uma coisa que você ainda não sabe e que eu preciso te dizer! Dói tanto ser descartado, assim que nem uma casca de banana que você já comeu. Aliás, ao dizer isso eu chego a simpatizar com as cascas de bananas, e me pergunto se não há uma maneira de reaproveitá-las, fazer um bolo, sei lá! Reciclar. Por que é tão triste você ser descartado, dispensado, como algo vil, algo que perdeu seu valor, sem importância.
É! É assim que eu me sinto agora, vil, sem valor ou importância, uma dessas coisas sem significado algum, incapaz de despertar uma memória, lembrança. Algo para se jogar no lixo. Sem possibilidade de reciclar. E chega a ser humilhante, e até digno de pena que eu chegue a dizer que me sinto sem possibilidade de reciclar! Mas...
Mas é nessas horas em que estamos sofrendo, curtindo uma fossa mesmo, que tudo toma proporções gigantescas, nos colocamos numa posição fragilizada que maximiza os fatos e nos faz sentir assim, trágicos.
O fato é que, é difícil aceitar certas coisas, é difícil ouvir sei que você ainda quer, ainda se importa, mas eu não.
Depois de tanto que eu investi, de tanta dedicação, esperanças, planos, sonhos ilusões, tentativas de compreensão, esforço para não ver os defeitos, esforço para aprender a amar os defeitos, tolerância, paciência, e coragem, sim, coragem para dizer coisas duras, coragem para dizer verdades difíceis ou para ocultá-las, compreensão e compreensão e mais compreensão... “porque eu compreendo tudo, compreendo sempre”...
É insuportável aceitar quem simplesmente “acabou”